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Teresina - PI

Mãe é acusada de agredir e ameaçar os filhos com faca em Teresina

O caso será investigado pela Polícia Civil e as crianças foram retiradas de casa pelo Conselho Tutelar.

Um caso que veio à tona nesta quarta-feira (21) gerou revolta em Teresina. Uma mãe identificada pelas iniciais C. I. está sendo acusada de agredir fisicamente e ameaçar com uma faca os três filhos pequenos. Ela gravou vídeos das agressões e teria enviado ao ex-companheiro, pai das crianças.

O fato ocorreu há cerca de um mês no bairro Real Copagre, zona norte da capital. No vídeo ao qual o GP1 teve acesso, a mulher aparece pressionando uma faca grande para as crianças, dois meninos e uma menina, e chega a bater com a faca nas costas, no pescoço e na boca de um dos garotos.

Em determinado momento ela menciona o pai das crianças, em tom de ameaça. “Ou ele vem aqui em casa, ou o filho dele vai morrer”, declarou no vídeo.

Mãe não foi presa

O caso está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). O GP1 conversou na noite desta quarta (21) com o diretor de Direitos Humanos da Semcaspi, André Santos, e ele informou que as crianças já foram retiradas de casa pelo Conselho Tutelar e foram levadas para ficar com a avó materna. A mãe não foi presa, mas está sendo investigada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

“O Conselho Tutelar está acompanhando o caso e foi acionado na data de hoje para ver o real problema e lá foi constatada a situação da agressão que a mãe fez contra as crianças, são três crianças. O Conselho Tutelar, acompanhado da Guarda Municipal, retirou as crianças da casa, encaminhou para a avó materna”, afirmou.

O diretor da Semcaspi disse que a mãe será investigada pela DPCA. “Foi aberto um procedimento e ela vai ser investigada pela Delegacia da Criança e Adolescente. Recebemos a denúncia pelas redes sociais e pelo canal de denúncia 153”, colocou.

Crianças estão abaladas

Ainda de acordo com André Santos, as crianças não apresentaram marcas de agressão física, mas estão psicologicamente abaladas. “As crianças estão abaladas, percebemos que no vídeo ela faz as agressões em tom de ameaça mencionando o ex-companheiro dela”, concluiu o diretor da Semcaspi.

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