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Teresina - Piauí

DHPP pede prorrogação de inquérito que apura morte de Tainah Brasil

Segundo a delegada Nathália Figueiredo, o inquérito era para ter sido concluído no dia 15 de junho.

A delegada Nathália Figueiredo afirmou, nesta terça-feira (21), em entrevista ao GP1, que pediu a dilação do prazo do inquérito que investiga a morte da filha do jornalista Marcelo Rocha, Tainah Luz Brasil Rocha. A Justiça vai analisar o pedido.

A delegada do Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa - DHPP - explicou que o inquérito era para ter sido concluído no último dia 15 de junho, mas por conta da necessidade de mais diligências e resultados de laudos periciais foi pedida a dilação.

Foto: Alef Leão/GP1Delegada Nathália Figueiredo
Delegada Nathália Figueiredo

“O procedimento foi iniciado através do auto de prisão em flagrante no dia 15 de maio. Na audiência de custódia o juiz entendeu que não estavam presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva. Então, concedeu liberdade provisória a flagranteada [Geovana Thais]. Nesse sentido, ficou o prazo de trinta dias. Como no dia 15 de junho completou-se os 30 dias e ainda estamos em diligências e aguardando algumas perícias técnicas, de fato foi solicitada dilação de prazo para a conclusão do inquérito”, explicou a delegada Nathália Figueiredo.

Ainda segundo a autoridade policial, até o momento não há indícios para que seja pedida a prisão da acusada Geovana Thais. “Não existem requisitos para a prisão preventiva. Ela foi autuada em flagrante delito e na audiência de custódia foi concedida a liberdade porque ela não tinha antecedentes. Até o momento ela se apresentou quando foi intimada, foi ouvida, e nesse momento não há subsídios para uma representação por prisão preventiva”, reforçou a delegada.

Foto: Alef Leão/GP1Delegada Nathália Figueiredo
Delegada Nathália Figueiredo

Contudo, a delegada Nathália Figueiredo não descartou a possibilidade de pedir a prisão, caso haja necessidade. “Claro, porque estamos na investigação, então os levantamentos ainda estão sendo realizados, perícias técnicas ainda estão sendo avaliadas, o inquérito está transcorrendo normalmente. Mas como eu disse, ela se encontra em liberdade até mesmo diante de uma decisão que veio em audiência de custódia”, concluiu.

Relembre o caso

Tainah Luz Brasil Rocha, de 27 anos, morreu na manhã do dia 16 de maio, após ser atingida com cerca de sete golpes de faca na região do abdômen, no bairro Mocambinho, na zona Norte de Teresina.

De acordo com o irmão de Tainah Luz, o também jornalista João Marcelo, ela foi esfaqueada durante uma discussão na madrugada do domingo (15) e, posteriormente, foi levada para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde recebeu os cuidados médicos e foi submetida a um procedimento cirúrgico, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 10h da segunda.

A jovem estava na casa da ex-namorada, identificada como Fernanda, onde havia também uma terceira garota, Geovana Thais Vieira da Silva, quando teve início uma discussão entre Thainah e a ex. Na tentativa de intervir na briga, Geovana acabou partindo para cima de Tainah, que recebeu sete golpes de faca, a maior parte na região do abdômen, como contou o irmão.

Foto: Reprodução/FacebookTainah Luz e Fernanda Ayres
Tainah Luz e Fernanda Ayres

"Ela foi para a casa da ex-namorada e lá aconteceu o crime. Os vizinhos relataram que elas duas e a atual namorada da ex começaram a discutir por volta de 3 horas da manhã e depois disso, a minha irmã, que já estava toda ensanguentada, foi pedir socorro para os vizinhos”, detalhou o irmão, João Marcelo.

Na discussão, Fernanda também chegou a ser esfaqueada no braço e no ombro. Ela foi socorrida e encaminhada para o Hospital do Buenos Aires. Não há informações sobre o seu estado de saúde.

Tainah Luz morava na cidade de Curitiba, no Paraná, e estava em Teresina apenas visitando familiares e amigos.

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