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Teresina - Piauí

Equipe do SAMU sofre novo ataque durante atendimento em Teresina

A FMS disse que a população questionou a demora no atendimento, mas que os protocolos foram seguidos.

A escalada da violência em Teresina fez como vítima mais uma equipe do SAMU, que foi hostilizada por populares durante atendimento na Vila Irmã Dulce, na zona sul da Capital. O fato aconteceu na noite do último domingo (06) e foi o terceiro caso de violência contra profissionais de saúde registrado em menos de um mês.

O GP1 apurou junto a uma testemunha, que preferiu não se identificar, que a equipe foi acionada para atender um homem que havia colidido a motocicleta contra um poste, no referido bairro. Enquanto a vítima era atendida, populares começaram a bater na lateral da ambulância e nos vidros exigindo que o homem fosse encaminhado para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) imediatamente.

A testemunha presente no local do incidente relatou que a hostilidade se manifestou através de gritos e golpes na lateral da ambulância. O motivo apontado por esses indivíduos para essa atitude foi a suposição de que o paciente merecia atenção prioritária devido à sua origem social, sendo descrito como alguém pertencente a uma "boa família". A testemunha ainda detalhou que a equipe do SAMU foi injustamente acusada de direcionar seus esforços apenas para "salvar bandidos", revelando uma perceção errônea em relação aos socorristas e ao seu papel fundamental no atendimento emergencial.


Mesmo diante da situação aterrorizante, a equipe do SAMU conseguiu estabilizar o homem, que foi levado para o HUT. A equipe não estava acompanhada de uma escolta da Guarda Municipal de Teresina, como determinou o prefeito Dr. Pessoa após o primeiro ataque.

Primeiro ataque

Uma equipe do suporte avançado do SAMU foi acionada no início da noite de 15 de julho para atender um homem que havia sido baleado no bairro Vamos Ver o Sol, na zona sul da Capital, mas ao chegarem ao local os socorristas foram recebidos com diversos disparos de arma de fogo.

A enfermeira Laurimary Caminha foi atingida com um tiro na coxa e o motorista da ambulância, que não teve o nome informado, foi baleado na perna. O condutor passou por um procedimento cirúrgico e está bem. A enfermeira, por sua vez, já recebeu alta.

Escolta da GCM

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, se reuniu com o chefe da Coordenadoria de Segurança do Município, Danúbio Carvalho, no dia 17 de julho, para tratar sobre as novas medidas de segurança para os profissionais que trabalham no Samu da capital, dentre elas a determinação de que a Guarda Municipal de Teresina acompanhe o atendimento feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência nos casos necessários.

Segundo ataque

No dia 26 de julho, três bandidos encapuzados invadiram o Hospital Municipal Mariano Castelo Branco, localizado na região da Santa Maria da Codipi, zona norte de Teresina, para tentar matar um paciente, que não teve o nome divulgado.

De acordo com informações da Fundação Municipal de Saúde (FMS), os bandidos renderam o policial responsável pela segurança da portaria, amendrontaram a equipe de profissionais do hospital e dispararam sete tiros contra o paciente, que foi transferido, posteriormente, para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

A equipe do hospital registrou um Boletim de Ocorrência e a FMS esclareceu que já está em contato com os órgãos de segurança pública para reforçar suas unidades, de forma a garantir a segurança de pacientes e funcionários.

Outro lado

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que ao chegar ao local do acidente, a equipe constatou a necessidade de reanimação cardíaca e que, por desconhecer os protocolos, a população achou que a equipe estava demorando no atendimento. Confira abaixo a nota na íntegra:

O tempo de deslocamento da ambulância do SAMU para o local de uma ocorrência é monitorado pelas equipes de socorro e depende, além do trânsito, também da urgência do estado de saúde do paciente que é feita pelas equipes reguladoras. No caso específico, a ambulância chegou no local e constatou a necessidade de reanimação cardíaca. Procedimento que é obrigatório ser realizado no local da ocorrência e somente na presença dos profissionais. Protocolo que foi seguido pelo SAMU. Segundo relato da equipe, a população, que não tem conhecimento dos protocolos achou que a equipe estava demorando e que deveria seguir imediatamente para um hospital. Os familiares exaltados começaram a bater no carro tentando invadir o automóvel. A Guarda Municipal interviu e acompanhou a viatura do SAMU até o hospital onde o paciente foi internado.

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