A Polícia Militar do Piauí prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), um homem identificado como Tássio Antunes de Sousa, acusado de participação no assassinato de João Pedro da Silva Dionísio, que teve a casa invadida, no Dirceu, e foi morto com diversos disparos de arma de fogo.
Tássio Antunes foi preso após ser flagrado com uma arma de fogo. Os policiais que realizaram a abordagem verificaram que havia contra ele um mandado de prisão em aberto por um crime de homicídio ocorrido há cerca de dois meses. O delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o investigado é apontado como autor de um homicídio ocorrido próximo a um ginásio na zona sudeste da capital.
“A vítima foi o Anderson, morto na zona sudeste, na região onde tem uma praça em que o pessoal pratica skate, próximo a um ginásio. A vítima se encontrava no local, possivelmente vendendo entorpecente, e por uma disputa da questão do comando da venda desses entorpecentes, ele acabou sendo morto pelo suspeito abordado. Dois meses atrás, aproximadamente”, detalhou Bruno Ursulino.
Assassinato de João Pedro
Segundo o delegado Bruno Ursulino, Tássio é suspeito de participar da morte de João Pedro devido ao modus operandi semelhante ao utilizado no homicídio de Anderson. “A gente suspeita por conta do modus operandi e porque a gente sabe que essa morte de ontem tem como motivação um conflito entre dois grupos que atuam na região sudeste. Esse grupo que cometeu o homicídio [de Anderson] decorrente da expedição dos mandados de prisão, a gente sabe que é o mesmo grupo que cometeu esse homicídio de ontem. Agora a gente precisa verificar se esse indivíduo estava nesse grupo que atuou e foi na casa e tirou a vida do João Pedro”, esclareceu a autoridade policial.
O delegado revelou que a perícia identificou, ao menos, 23 perfurações por arma de fogo no corpo de João Pedro. “A gente sabe que armamento é caro, que entre os criminosos não são todos que têm esse acesso àquela vasta quantidade de munição. No local de crime, verificou-se que tinha pelo menos vinte e três perfurações no seu corpo, e a gente sabe que é mais de uma arma de fogo em questão e, segundo os relatos, de populares, eram de quatro a cinco indivíduos que chegaram na residência, e essas ações audaciosas dessa forma não são quaisquer criminosos que fazem, tem que ter um perfil já um pouco mais maturado no mundo do crime”, concluiu.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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