A Polícia Civil do Piauí indiciou o sargento da Polícia Militar reformado, Eugênio Atenas da Silva Coelho, por furto de água mediante ligação clandestina e pela subtração de cones de sinalização durante uma ocorrência registrada no bairro Aroeiras, zona sul de Teresina. O caso ocorreu no dia 18 de agosto de 2025, quando funcionários da concessionária Águas de Teresina foram ao local para realizar uma inspeção de rotina. O relatório de indiciamento foi finalizado nessa terça-feira (18).
De acordo com o depoimento das vítimas, os agentes de saneamento afirmaram que, ao chegarem à residência no Residencial Vila Nova, foram recebidos de forma agressiva pelo morador. Segundo relataram, o homem, bastante alterado, sacou uma pistola, apontou a arma contra a equipe, proferiu insultos e chegou a empurrar um dos trabalhadores e chutar os cones utilizados na sinalização da área de serviço.
Laudo pericial confirmou ligação clandestina
Os funcionários também relataram que o suspeito ameaçou atirar tanto contra eles quanto contra a viatura da empresa e que exigiu que deixassem os quatro cones no local. Diante da gravidade da situação, os funcionários se retiraram e buscaram apoio em um posto da Polícia Militar, mas, segundo informaram, não havia viatura disponível no momento.
Investigadores da Polícia Civil se deslocaram até a residência no dia 26 de agosto, acompanhados de um perito criminal, que realizou escavação na área da calçada. O laudo pericial constatou a existência de um desvio irregular na tubulação de água, instalado antes do hidrômetro, o que permitia o abastecimento do imóvel sem registro de consumo, prática caracterizada como furto.
Na ocasião, não foram encontrados moradores durante a diligência. Em sede de interrogatório, o policial militar Eugênio Atenas optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.
Indiciamento
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil indiciou Eugênio Atenas pelo crime de furto de água, tipificado no artigo 155, §3º do Código Penal, referente ao furto de energia ou qualquer bem de valor econômico. Quanto às acusações de ameaça, as vítimas informaram posteriormente que não desejavam representar, motivo pelo qual a conduta não foi incluída no indiciamento, que foi encaminhado ao Ministério Público para manifestação e posterior apreciação da Justiça.
Outro lado
O policial militar reformado não foi localizado pelo GP1 para comentar o indiciamento. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Brunno Suênio
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