O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Polícia Militar, capturou um adolescente de iniciais Y. C. da S. C. acusado de assassinar o pedreiro Wellington Alves dos Santos, de 34 anos, a tiros na tarde da última quinta-feira (30), no residencial Betinho, zona sul de Teresina.
A investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa identificou que Wellington Alves e o adolescente possuíam uma desavença e, em razão disso, havia troca de ameaças mútuas até que o menor concretizou o fato ao tirar a vida de Wellington Alves.
Após levantamentos para dar conta do paradeiro do acusado, os policiais do DHPP obtiveram a informação de que o adolescente havia retornado para casa e conseguiram localizá-lo em sua residência.
Arma utilizada no crime
Para o DHPP, o adolescente afirmou que adquiriu a arma de fogo pelo valor de R$ 7 mil para cometer o crime e, logo depois, se desfez da arma de fogo que até o momento não foi localizada pelos investigadores.
A motivação, embora tenha sido relatada pelo menor, ainda não está completamente esclarecida.
Entenda o caso
Um pedreiro identificado como Wellington Alves dos Santos, de 34 anos, foi assassinado a tiros na tarde desta quinta-feira (30), no residencial Betinho, localizado na zona sul de Teresina.
De acordo com informações repassadas por Raimunda Alves, mãe da vítima, ela relatou ter ouvido disparos de arma de fogo e quando foi buscar informações sobre o que havia ocorrido, foi informada que seu filho havia sido baleado.
“O Maninho era pedreiro. Ele trabalhava direto, não ficava parado. Meu filho nunca foi preso, nunca fez maldade com ninguém. Eu só escutei o tiro. Estava com um prato na mão, dando comida pra minha mãe, quando ouvi um tiro e aí eu disse para um moço que estava comigo: ‘moço, ali foi um tiro, não foi?’ Ele disse: ‘parece’. Quando ele falou isso, eu corri pra cá. Quando cheguei, não demorou nem dez minutos e uma pessoa falou: ‘dona Raimunda, o Maninho...’. Eu perguntei: ‘cadê, cadê o Maninho?’. Aí ele olhou para o chão e meu filho estava ali, caído. Ele já estava com a boca aberta, virado, sem vida”, descreveu dona Raimunda Alves.
Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada dos peritos do Departamento de Polícia Científica e do Instituto de Medicina Legal (IML), responsável pela remoção do corpo.
Brunno Suênio
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