Fechar
GP1

Teresina - Piauí

Entregadores de aplicativo paralisam atividades em Teresina

O objetivo da paralisação é reivindicar um reajuste na taxa mínima, pagamento integral e mais segurança.

Alef Leão/GP1 1 / 9 Entregadores durante a paralisação Entregadores durante a paralisação
Alef Leão/GP1 2 / 9 Entregadores do iFood, Uber Flash e 99 Entrega participaram da paralisação Entregadores do iFood, Uber Flash e 99 Entrega participaram da paralisação
Alef Leão/GP1 3 / 9 Paralisação começou nesta segunda-feira (31) Paralisação começou nesta segunda-feira (31)
Alef Leão/GP1 4 / 9 Movimento reivindica melhores condições de trabalho Movimento reivindica melhores condições de trabalho
Alef Leão/GP1 5 / 9 Principal reivindicação é um "aumento justo" no valor das taxas Principal reivindicação é um "aumento justo" no valor das taxas
Alef Leão/GP1 6 / 9 Entregadores denunciam más condições de trabalho Entregadores denunciam más condições de trabalho
Alef Leão/GP1 7 / 9 Paralisação é chamada de "Breque dos Apps" Paralisação é chamada de "Breque dos Apps"
Alef Leão/GP1 8 / 9 Empresas alegam buscar "equilíbrio entre demandas" de entregadores e clientes Empresas alegam buscar "equilíbrio entre demandas" de entregadores e clientes
Alef Leão/GP1 9 / 9 Pedro Vitor Higino Pedro Vitor Higino

Na manhã desta segunda-feira (31), entregadores dos principais aplicativos de delivery em operação no Brasil, como iFood, Uber Flash e 99 Entrega, realizaram uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. Em Teresina, a manifestação ocorreu na Praça dos Skatistas, na zona Leste da cidade.

Em entrevista ao GP1, o presidente da Associação dos Entregadores de Teresina, Pedro Vitor Higino, explicou que o objetivo da paralisação é reivindicar um reajuste na taxa mínima, o pagamento integral e o fim da rota dupla no iFood, além de ajustes para outras plataformas de entrega. “Atualmente, a taxa mínima está em R$ 6,50. Queremos um reajuste para R$ 10,00, algo que deveria ter ocorrido há mais de três anos”, disse Pedro.

Ele também destacou que as reivindicações não se limitam ao iFood. “Estamos buscando o reajuste de R$ 2,00 por quilômetro rodado para motoristas de aplicativos de mobilidade, como Uber e 99. Também queremos a atualização das tarifas, pois o valor atual não reflete o custo de vida e as dificuldades que enfrentamos”, afirmou o presidente da associação.

Além disso, Pedro Vitor mencionou a necessidade de mais segurança para os trabalhadores. “Junto às plataformas, também pedimos uma fiscalização mais rigorosa e uma correção no sistema que permite a criação de contas falsas. A comercialização de perfis falsos está sendo usada por criminosos para cometer delitos, o que acaba prejudicando a nossa categoria", explicou.

Francisco Veridiano, da Associação dos Motoristas e Motoaplicativos do Nordeste, também participou da manifestação e ressaltou a precarização do trabalho. “O motorista de aplicativo é praticamente um escravo. Trabalhamos mais de 12 horas por dia e não temos benefícios, nem seguro. Se sofremos um acidente, nossas famílias não têm assistência. Buscamos uma taxa mínima de R$ 10 para entregadores e um reajuste de R$ 2,00 por quilômetro para motoristas. Acreditamos que essa é a forma justa de trabalho”, declarou Francisco.

A paralisação de hoje é uma das ações para pressionar as plataformas, e os organizadores afirmaram que, se necessário, novas paralisações ocorrerão. “Assim como nós não conseguimos trabalhar sem os aplicativos, eles também não funcionam sem a nossa força de trabalho”, concluiu Francisco.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.