Fechar
GP1

Teresina - Piauí

Juiz arquiva inquérito contra coronel Diego Melo por suspeita de convocar atos após eleição de Lula

Decisão foi dada pelo juiz da Vara Militar do Tribunal de Justiça, Raimundo José de Macau Furtado.

O juiz da Vara Militar do Tribunal de Justiça do Piauí, Raimundo José de Macau Furtado, determinou o arquivamento do Inquérito Policial Militar que investigava o tenente-coronel da Polícia Militar, Diego Gomes Melo, por suspeita de participação ou incentivo a atos em Teresina, logo após as eleições de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o pleito. A decisão foi publicada no último dia 24 de junho.

O Ministério Público apontou a ausência de provas que comprovassem autoria e materialidade do suposto crime. A investigação foi iniciada em novembro de 2022 pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado, com base em informações que indicavam a presença do oficial em grupos de WhatsApp denominados “Deus acima de todos” e “Resistência civil pela democracia”.

Foto: Lucas Dias/GP1Coronel Diego Melo
Coronel Diego Melo

Nestes grupos, ocorreram convocações para manifestações contrárias ao resultado do pleito eleitoral, o que levantou suspeitas de possível envolvimento do tenente-coronel nos atos.

Durante o andamento do Inquérito Policial Militar, a Diretoria de Inteligência Estratégica da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (DINTE) foi acionada para validar os prints das mensagens que circulavam nesses grupos, mas o pedido foi negado, o que comprometeu a confirmação da autenticidade das provas apresentadas.

Sem a validação técnica dos registros, as investigações ficaram prejudicadas. O próprio oficial apresentou documentos e fotografias comprovando que, no período das manifestações, estava em cidades do Estado de São Paulo, participando de eventos familiares.

Além disso, testemunhas ouvidas pela investigação declararam que Diego Gomes Melo não incentivou ou participou de mobilizações antidemocráticas nos grupos de mensagens, reforçando a tese de que ele não teve envolvimento direto com os fatos apurados.

Diante da ausência de provas concretas, o Ministério Público se manifestou pelo arquivamento do caso, alegando falta de justa causa para o oferecimento de denúncia. Com base no parecer ministerial e nos elementos constantes no processo, o magistrado determinou o arquivamento do Inquérito Policial Militar.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.