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Teresina - Piauí

Ministério Público denuncia membros do Comando Vermelho acusados de planejar morte do delegado Charles Pessoa

Iago Pereira e Filipe da Silva devem responder pelo crime de integrar organização criminosa.

O Ministério Público do Piauí, por meio da 27ª Promotoria de Justiça de Teresina, denunciou dois membros do Comando Vermelho acusados de planejar a morte do delegado Charles Pessoa. A denúncia, apresentada no dia 31 de julho, aponta que Iago Pereira dos Santos e Filipe da Silva Moraes devem responder pelo crime de integrar organização criminosa, com a participação dos indivíduos em determinado seguimento do grupo.

Ambos foram indiciados pela Polícia Civil do Piauí no dia 16 de julho junto a outros quatro investigados: Francisco Francilon de Oliveira Sousa, Irisdalva Maria de Oliveira Sousa, Antônio Francisco Gomes dos Santos e Fernando Ribeiro Araújo. Entretanto, o parecer do Ministério foi de que não existe justa causa para oferecimento de ação penal, razão pela qual promover o arquivamento do inquérito.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Charles Pessoa
Delegado Charles Pessoa

Conforme apresentado pelo representante ministerial, em Teresina, o Comando Vermelho é liderado por Reginaldo José de Oliveira, o “Regin”, e tem como um dos principais colaboradores Antonio de Deus Pereira Neto, o “Fantasmão”. Ambos estão atualmente presos.

No dia 25 de abril de 2025, o filho de Reginaldo, Gabriel de Oliveira, foi morto após reagir à abordagem policial. Em menos de 24 horas depois, o sargento Antônio Elenilton Araújo Galvão, lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, foi morto por dois criminosos. O levantamento feito pela autoridade policial apontou que o crime teria relação com a morte do filho do líder do Comando Vermelho em Teresina, através da análise de celulares apreendidos em operação deflagrada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) no dia 27 de abril do mesmo ano.

Foto: Reprodução/ InstagramSargento Elenilton Araujo Galvão
Sargento Elenilton Araujo Galvão

A quebra do sigilo telefônico possibilitou a identificação de um grupo de Whatsapp chamado “Prata 925”. Apesar do nome inofensivo, o grupo era utilizado para trocar mensagens relacionadas ao monitoramento de membros de facções rivais, disseminação de figurinhas e símbolos vinculados ao Comando Vermelho e menções explícitas ao tráfico de drogas e incitação à prática de atos violentos. Filipe integrava o grupo.

Ameaças às autoridades

Entre os dados analisados, os policiais identificaram um diálogo com referência à morte de Gabriel, seguido de ameaças e planejamento de ações em retaliação à perda sofrida pela facção, em que os membros discutiam que “iriam tocar fogo em tudo” e que “Teresina ia parar”. Além disso, também havia conversas com claros indícios da prática de tráfico de drogas, com imagens de entorpecentes e tabelas com valores.

Logo, os investigadores intensificaram o trabalho em relação ao levantamento da organização criminosa, confirmando a veracidade da ameaça e mobilização de faccionados para a prática de atos de retaliação contra agentes públicos. O inquérito policial descreve que, nesse mesmo trabalho, as equipes de investigação e mapearam membros da organização responsáveis pela articulação e execução das ordens e das ações de represália, incluindo um plano para atentar contra a vida do delegado Charles Pessoa, diretor do DRACO/PI.

Participação no mundo do crime

Iago Pereira, que também teve os dados do celular extraídos, forma observadas conversas em também fazendo referência à morte de Gabriel de Oliveira, e a preocupação de que também fosse morrer por conta de seu envolvimento no mundo do crime.

A análise do aparelho também serviu para elucidar a participação do indivíduo como membro da organização criminosa.

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