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Teresina - Piauí

Médico Igor Brito é indiciado novamente pela Polícia Civil por descumprir medida protetiva contra ex-mulher

O inquérito foi concluído no dia 18 de agosto pela delegada Valéria Cristina da Silva Cunha.

A Polícia Civil do Piauí indiciou o médico Igor Brito Correa por descumprir medida protetiva de urgência ao se aproximar e perseguir a ex-companheira, mesmo com a determinação judicial de manter distância mínima de 300 metros. Segundo as investigações, ele teria perseguido a vítima em festas, locais públicos e até utilizado uma chave reserva para ter acesso ao carro dela. O inquérito foi concluído no dia 18 de agosto pela delegada Valéria Cristina da Silva Cunha, da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Teresina. Este é o segundo indiciamento do médico em menos de um mês pelo mesmo crime.

No novo inquérito, a vítima relatou que, após o término do relacionamento em maio de 2023, Igor passou a surgir em diferentes lugares onde sabia que ela estaria. Um dos episódios ocorreu em julho de 2023, durante uma festa no Palácio da Música, no Centro de Teresina, onde o médico a observava de perto e, ao sair do evento, a seguiu de carro por algumas quadras. Em outra ocasião, em julho de 2025, a mulher afirmou que Igor apareceu em um restaurante na zona leste, durante o aniversário de um amigo do filho do casal, o que ela entendeu como uma tentativa de aproximação deliberada.

Foto: Alef Leão/GP1Polícia Civil do Piauí
Polícia Civil do Piauí

A vítima também afirmou que Igor utilizou uma chave reserva para retirar seu carro sem autorização, a deixando com a sensação de insegurança por acreditar que ele ainda tinha acesso a bens pessoais dela. Em depoimento, a ex-esposa do médico destacou ainda que o médico registrou mais de 30 boletins de ocorrência contra ela em diferentes delegacias, prática que, segundo sua versão, caracterizaria perseguição judicial além da perseguição física.

Testemunhas confirmaram parte das situações e disseram que esteve com ela no Palácio da Música e presenciou quando Igor ficou a observando durante a festa. A mãe da vítima relatou que, em outros momentos, o médico rondava a residência da filha, localizada na zona leste de Teresina, permanecendo em frente ao imóvel mesmo ciente da ordem judicial que o proibia de frequentar o local.

Outro ponto relatado pela vítima é que Igor possui armas de fogo guardadas, fato mencionado como preocupação, já que, segundo a ex-esposa, ela e seus familiares vivem sob constante medo de que a insistência dele em descumprir a medida possa evoluir para episódios de maior gravidade.

O que o médico disse em interrogatório

Em interrogatório, Igor Brito Correa negou todas as acusações, declarou que não perseguiu a ex-companheira, não esteve nos locais citados e não utilizou o veículo dela de forma indevida. O médico ainda disse que não mantém contato com a ex desde o fim da relação em 2023 e que estaria sendo alvo de acusações motivadas por disputas envolvendo guarda, pensão e direito de visitas do filho do casal.

Indiciamento em julho

Esse é o segundo indiciamento de Igor Brito Correa em menos de um mês. No primeiro, concluído no dia 24 de julho, a polícia já havia apontado o médico por descumprir medida protetiva. Na ocasião, ele foi acusado de se aproximar da ex-companheira em frente ao antigo Bar 309, na Avenida Homero Castelo Branco, em maio de 2021, quando teria puxado a vítima pelo short e a questionado sobre seu destino. Depois do episódio, ele ainda foi até a casa dela, desrespeitando novamente a ordem judicial de manter distância.

Naquele primeiro caso, testemunhas afirmaram que o médico chegou a agredir um homem que tentou ajudar a vítima no bar. A mãe da vítima também registrou imagens dele parado em frente à casa da filha, aguardando por cerca de uma hora, mesmo após ser alertado sobre a medida protetiva. Durante o interrogatório sobre esse episódio, Igor alegou que estava no local porque havia sido chamado para cuidar do filho que estaria doente e negou ter descumprido a decisão judicial de forma consciente.

Outro lado

Procurado pelo GP1, o médico Igor Brito não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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