A Polícia Civil do Piauí indiciou o médico Igor Brito Correa, por descumprir medida protetiva ao se aproximar da ex-companheira, mesmo com a restrição de manter distância de 300 metros da mulher e da proibição de frequentar determinados lugares, principalmente o endereço em que a vítima morava. O inquérito foi concluído no dia 24 de julho pela delegada Valéria Cristina da Silva Cunha, da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Teresina.
Conforme relatado pela vítima, após o deferimento da medida protetiva em maio de 2020, Igor a abordou, no dia 29 de maio de 2021, enquanto ela caminhava em frente ao antigo Bar 309, na Avenida Homero Castelo Branco, na zona leste da capital. Na ocasião, a mulher disse que o ex-companheiro a puxou pelo short e começou a perguntar para onde ela estava indo. No depoimento, a mulher relatou que foi ajudada por um segurança do estabelecimento e outro homem que também estava no bar, mas que este foi agredido pelo médico.
Acusado foi até a casa da ex-companheira
Depois de desferir um murro contra o homem, Igor teria ido até o carro e pegou algo, momento em que a mulher saiu do local, e minutos depois, por volta das 23h, recebeu uma ligação da mãe informando que o acusado estava rondando a casa dela. A mãe da vítima chegou a registrar o momento em que Igor Correa está com o carro parado em frente à residência.
Questionado do porque estava ali, ele chega a dizer que foi ao local para buscar o filho, ignorando a restrição de se aproximar da casa da ex-companheira. Mesmo sendo avisado da medida protetiva, a mãe da vítima disse que o médico chegou a esperar a mulher por cerca de uma hora na frente do imóvel, e que aparentava estava embriagado.
Ela ainda afirmou que toda a família tem medo de que ele faça alguma coisa contra a ex-companheira, especialmente por Igor dizer que tem porte de arma.
O que diz o médico
Durante interrogatório, o médico negou que perseguiu a ex-companheira no Bar 309, mas que foi à casa da mulher a pedido dela, pois o filho dos dois estava doente e ele, Igor, por ser médico, cuidaria dele, e que seque desceu do carro. O homem ainda disse que não tinha conhecimento que a medida protetiva ainda estava em vigor, visto que foi notificado em 2020, com um prazo de 90 dias.
Com o fim desse prazo, o homem ainda disse que a ex-companheira começou a lhe mandar mensagens, e que ambos reataram o relacionamento e continuaram juntos até 2023, depois de descobrir que a mulher tinha renovado a medida protetiva. Desde esse término, ele diz que nunca mais teve contato com ela.
O médico ainda disse que vem sendo perseguido pela ex-companheira e pela família em razão de ter obtido decisões favoráveis a ele em relação à guarda, vista e pensão do filho, e negou ter porte de arma de fogo.
Em razão dos elementos apresentados ao decorrer das investigações, a autoridade policial concluiu pelo indiciamento do médico.
Outro lado
Procurado pelo GP1, o médico Igor Brito preferiu não se manifestar sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Carolina Matta
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