A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a dívida pública da Prefeitura de Teresina ouviu nesta quarta-feira (3) o ex-presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb), João Duarte, filho do ex-prefeito Dr. Pessoa. Durante o depoimento na Câmara Municipal, ele rebateu as declarações do ex-vice-prefeito e ex-secretário de Finanças, Robert Rios, que havia apontado familiares do ex-prefeito como pessoas com forte influência nas decisões da gestão.
João Duarte afirmou que as declarações de Robert Rios tinham caráter pessoal e não correspondiam à realidade. Segundo ele, havia uma divergência particular entre ambos, mas reconheceu a atuação de Rios na área técnica, destacando que, enquanto secretário de Finanças, conseguiu melhorar a situação fiscal do município e reduzir despesas. O ex-presidente da Eturb reiterou que não exercia influência política nas decisões administrativas da gestão de Dr. Pessoa.
“Não é verdade. A questão das declarações do ex-vice-prefeito e ex-secretário de Finanças é de cunho pessoal. Ele tinha um problema particular comigo, todo mundo sabia disso, apenas isso, já até falei publicamente. Como secretário de Finanças, ele foi muito bom: melhorou as condições financeiras do município, conseguiu reduzir despesas. Mas essas outras declarações foram feitas de maneira pessoal”, respondeu.
Sobre a situação financeira da Eturb, João Duarte declarou que o órgão permaneceu adimplente até dezembro de 2024, com todas as obrigações em dia, conforme certidão emitida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele acrescentou que toda a documentação referente a contratos foi enviada ao tribunal dentro dos prazos estabelecidos.
“O Tribunal de Contas tem uma certidão afirmando que a Eturb se encontra adimplente até dezembro de 2024, com todas as suas obrigações de acordo com as normas técnicas. Todas as exigências foram seguidas, com entrega de notas fiscais, transparência e controle. Eu tenho todos os recibos da Eturb relacionados à documentação dos contratos que foram encaminhados ao TCE dentro do prazo estabelecido, na gestão de 2021 a 2024”, afirmou.
Davi Fernandes
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