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Teresina - Piauí

Acusado de matar o irmão para defender a mãe se apresenta no DHPP em Teresina

O investigado compareceu perante a autoridade policial acompanhado do advogado Dimas Batista.

Um homem de iniciais A. F. C. dos S., acusado de matar o próprio irmão nesse domingo (25), em Teresina, se apresentou na sede do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda-feira (26). O crime aconteceu no povoado Cajazeiras, zona rural norte da capital.

O investigado compareceu acompanhado do advogado Dimas Batista, que, em entrevista a jornalistas alegou que o assassinato de Francisco Henrique dos Santos se deu em um contexto de legítima defesa e defesa da mãe da vítima e do acusado.

Foto: Lucas Dias/GP1Advogado Dimas Batista
Advogado Dimas Batista

“O meu cliente é um rapaz trabalhador, a mãe dele mora nesse povoado e passa muita necessidade. Ele não sabia o que estava acontecendo, foi uma coincidência, quando chegou lá, o irmão, que era usuário de drogas, estava agredindo a mãe e os outros irmãos. Ele interferiu, fez de tudo para acalmar o irmão e ele não conseguia acalmar. Lá tinha uma espingarda de caça, e o irmão entrou na casa e pegou a arma, mas ele conseguiu tomar a arma e naquela luta corporal disparou a arma contra o irmão. Ele agiu tanto em legítima defesa, como defesa de terceiro, que era a própria mãe”, explicou o advogado.

A. F. C. dos S. confessou o crime e, por orientação do advogado, se apresentou à polícia. “Eu disse: ‘você cometeu um ato, você está alegando a legítima defesa, mas o correto é você buscar a Justiça, jamais ficar foragido, e pela manhã a gente se apresenta’. Foi isso que a gente fez”, frisou Dimas Batista.

Segundo o advogado, a vítima tinha sérios problemas com drogas e causava muito mal a família, sobretudo, a mãe. “O acusado falou que isso era constante. Na semana passada ele havia vendido o celular da mãe, quando a mãe recebia um dinheiro, tomava o dinheiro, a mãe andava passando fome por conta desse filho. São dois filhos usuários, mas só que o outro não é agressivo, só ele era agressivo”, completou.

O investigado foi ouvido pelo delegado Natan Cardoso, e liberado em seguida. Até o momento não há pedido de prisão.

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