O secretário de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária, Fábio Abreu, explicou os motivos que levaram o governador do Piauí, Rafael Fonteles, a assinar um decreto de emergência sanitária após a confirmação de um foco de peste suína no município de Porto, no Norte do Estado.
Em entrevista à TV GP1, o secretário explicou que a medida tem caráter preventivo e visa dar mais agilidade às ações do Governo do Estado. “Para prevenção, informamos ao governador a necessidade de um decreto de emergência sanitária, no sentido de termos rapidez na compra de equipamentos de proteção individual para os colaboradores da Adapi, aquisição de insumos e ressarcimento dos produtores que tiveram animais sacrificados após a constatação do vírus”, afirmou Fábio Abreu.
De acordo com ele, no município de Porto foram eliminados 27 animais, após a confirmação da doença por meio de exames laboratoriais. Ainda conforme o secretário, todas as medidas sanitárias previstas em protocolo já foram adotadas, incluindo desinfecção, isolamento da área afetada e monitoramento em um raio de 10 quilômetros das propriedades próximas ao foco principal.
Fábio Abreu reforçou que o decreto não se trata de calamidade pública, mas de emergência sanitária, com objetivo exclusivo de prevenção e controle da doença. Ele também detalhou os principais sinais da peste suína, como diarreia, dificuldade de locomoção, paralisia dos membros, aglomeração dos animais e manchas avermelhadas na pele.
O secretário orientou que, ao identificar qualquer suspeita, o produtor deve procurar imediatamente um escritório da Adapi no município ou, na ausência, a Vigilância Sanitária ou os canais oficiais do Governo do Estado. “Não existe transmissão da doença para o ser humano, mas é fundamental que o produtor não comercialize animais com essas características”, destacou.
Por fim, Fábio Abreu alertou que o abate de animais doentes é crime e garantiu que os produtores que tiverem animais sacrificados serão ressarcidos. Segundo ele, o principal impacto da doença é econômico. “Se aumentarmos os casos no Piauí, isso pode afetar a exportação da carne suína brasileira para o exterior”, concluiu.
Izabella Furtado
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