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Teresina - Piauí

Fiscais da Strans protestam contra prefeito Sílvio Mendes após corte de adicional

O diretor do Sindserm, Sinésio Soares, classificou o corte como um "ataque brutal" da parte do prefeito.

Leandro Soares/GP1 1 / 7 Servidores da Strans Servidores da Strans
Leandro Soares/GP1 2 / 7 Assembleia Assembleia
Leandro Soares/GP1 3 / 7 Sinésio Soares Sinésio Soares
Leandro Soares/GP1 4 / 7 Sede da Strans Sede da Strans
Leandro Soares/GP1 5 / 7 Assembleia de fiscais da Strans Assembleia de fiscais da Strans
Leandro Soares/GP1 6 / 7 Categoria contesta corte de adicional Categoria contesta corte de adicional
Leandro Soares/GP1 7 / 7 Assembleia de trabalhadores Assembleia de trabalhadores

Fiscais da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) realizaram uma assembleia na manhã desta segunda-feira (2), para discutir o corte abrupto em um adicional de mais de R$ 800,00, que já impactou os servidores no contracheque de janeiro. A reunião foi mobilizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), que vai acionar a Justiça contra a medida do prefeito Sílvio Mendes (União Brasil).

Os servidores afetados atuam na fiscalização do transporte público. Segundo o diretor do Sindserm, Sinésio Soares, a prefeitura alegou que o corte no adicional se deu por determinação judicial, o que a categoria nega.

“Esse é um ataque muito brutal por parte do prefeito Sílvio Mendes. Eles têm atividade de operação de campo, que é a fiscalização dos transportes, e têm uma gratificação há mais de 20 anos e o prefeito resolveu retirar. As desculpas que foram colocadas não são fundamentadas, não existe nenhuma decisão judicial ou do Tribunal de Contas. Imagine uma família perder 860 reais de uma gratificação de uma hora para a outra sem uma justificativa plausível?”, colocou o sindicalista.

Impacto

O fiscal José Wosley repudiou o corte efetuado pela gestão de Sílvio Mendes. “Esse adicional praticamente é o que nos sustenta durante o mês, porque todos temos compromissos. Sem ele, muitos dos colegas aqui receberam 600 reais, um absurdo a decisão do prefeito de tomar uma atitude dessa, de cortar esse adicional”, lamentou o servidor.

Caso não consiga a resolução diretamente com o prefeito, o Sindserm deve acionar a Justiça para reaver esse pagamento. “As operações do mês de janeiro eles já fizeram e não foi pago, isso se chama retenção dolosa de trabalho, vamos entrar, tanto judicialmente, e estamos tentando negociar com a Strans e com o prefeito, para que esse ataque brutal aos contracheques dos fiscais de transportes seja sanado. Eles têm que devolver a gratificação que retiraram e implantar isso de forma definitiva, isso não tem nenhum conflito com as pessoas que estão aguardando ser convocadas, tem muitas vagas, o prefeito não convoca e quer colocar trabalhador contra trabalhador, e não vai conseguir”, completou Sinésio Soares.

Outro lado

Procurada pelo GP1, a assessoria da Strans afirmou que se manifestaria através de nota, o que não aconteceu até a publicação desta reportagem. Já o prefeito Sílvio não respondem às mensagens. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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