O debate interno no Partido dos Trabalhadores sobre a definição da chapa majoritária para 2026 segue movimentando os bastidores políticos no Piauí. A escolha do nome que deve compor como vice na candidatura à reeleição do governador Rafael Fonteles ainda não é consenso absoluto dentro da legenda, mas lideranças tratam o cenário com serenidade.
Em entrevista ao GP1, o presidente municipal do PT em Teresina, vereador João Pereira, afirmou que as divergências são naturais e fazem parte da história e da dinâmica interna do partido. Segundo ele, o PT sempre conviveu com debates intensos na definição de candidaturas, inclusive em disputas nacionais e municipais.
“Eu vejo com naturalidade as discordâncias internas. O Lula já participou de prévia com o Suplicy, e aqui já teve prévia para definir quem seria o prefeito em Teresina. Então, eu vejo tudo isso com naturalidade. A discussão é a essência do PT.” declarou.
Franzé também minimizou divergências
Enquanto isso, o deputado estadual Franzé Silva também afastou qualquer possibilidade de conflito entre o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e o governador Rafael Fonteles. “Não existe rusga, existe divergência de pensamentos”, afirmou o parlamentar.
De acordo com Franzé, a principal diferença de entendimento está relacionada ao momento de consolidar a chapa majoritária. Enquanto Rafael Fonteles avalia que a composição já pode ser considerada fechada, Wellington Dias entende que o processo ainda precisa de mais diálogo e amadurecimento político.
“O ministro entende que precisamos amadurecer esse diálogo na composição da chapa majoritária, e o governador Rafael tem um bom trâmite de diálogo com o ministro Wellington. O que a gente espera, em breve, é que possamos ter essa definição para ir às ruas”, completou.
Caroline Vitorino
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