O vereador Petrus Evelyn (Progressistas) fez críticas à gestão do prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) em relação a problemas estruturais enfrentados pela população de Teresina no que diz respeito às galerias e ao transporte público.
Em entrevista ao GP1, nesta quarta-feira (18), o vereador comentou os recentes episódios envolvendo as fortes chuvas, inclusive a morte de um homem que foi arrastado por uma enxurrada, na noite dessa terça (17), e classificou como lamentável a declaração do prefeito Sílvio Mendes de que moradores deveriam evitar sair de casa durante temporais. Para ele, a situação evidencia um problema histórico que atravessa diferentes administrações e segue sem solução efetiva.
“Eu acho uma fala lamentável do prefeito Sílvio. A falta de galerias já é um problema histórico, inclusive em gestões do próprio Sílvio, e eu acho que chegou ao ponto de o teresinense ter que dizer assim: ‘olha, quem não resolver esse problema não pode mais ficar no poder’. Não faz mais sentido a gente ficar discutindo um assunto que, 30, 40 anos atrás, já era discutido. As pessoas morrem praticamente todos os anos nessa época de chuvas, e isso é um desrespeito com o teresinense”, argumentou o parlamentar.
Petrus citou casos recentes, como a morte de um jovem de 19 anos e de um senhor de 51 anos, ambos arrastados pela força da água, como exemplos da gravidade do cenário. Ele destacou ainda que obras de drenagem são frequentemente negligenciadas por não terem visibilidade política. “Lembrando que galeria é uma obra que o político odeia, porque fica debaixo da terra e geralmente não tem nem inauguração”, disse.
Crítica à falta de transporte público
Na oportunidade, o vereador também criticou a redução da frota de ônibus anunciada recentemente. De acordo com ele, a medida é uma ilegalidade do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) que pode agravar ainda mais a situação de um sistema que já opera com um número insuficiente de veículos.
Segundo Petrus, atualmente a frota em circulação é inferior ao necessário para atender a demanda da cidade. “É um absurdo isso, nós já temos metade da frota. Deveria ser 400, nós temos 200 e poucos ônibus rodando, e ainda vai reduzir mais com a desculpa de que é por conta do diesel, isso aí é inaceitável”.
O parlamentar ainda criticou a qualidade do sistema, mencionando a falta de acessibilidade e a precariedade dos veículos. “Não tem qualidade, não tem ônibus para pessoas com deficiência, enfim, são vários problemas e ainda a quantidade que é insuficiente”.
Caroline Vitorino
Francielle Barroso
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