A mulher de 64 anos, vítima de estupro dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí, permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência da capital. De acordo com a advogada Nathália Freitas, que acompanha o caso, a paciente apresenta um quadro crítico.
Ainda segundo Nathália, a defesa não descarta a possibilidade de tentativa de feminicídio, diante do estado de saúde da vítima. “O estado em que ela se encontra hoje, dentro do HUT, os boletins aos quais nós tivemos acesso e o quadro atual dela, claramente, deixam essa margem de investigação”, comentou.
Segundo ela, a vítima deu entrada na unidade hospitalar já em estado delicado, sendo imediatamente entubada e induzida ao coma. Após cerca de dois a três dias, ela apresentou reações que causaram preocupação à família, incluindo episódios de agitação e pedidos de socorro. “Ela demonstra momentos de agitação, ela demonstra que está pedindo por socorro, ela clama por socorro o tempo inteiro, ela pede para que as pessoas ajudem, para que as pessoas socorram, para que as pessoas protejam”, disse em entrevista.
A advogada também rebateu informações que circulam sobre um suposto relacionamento entre a vítima e o acusado, ressaltando que tal argumento não descaracteriza o crime. “Eu não preciso, de forma alguma, dizer que ela teve ou não teve (o relacionamento com o suspeito), porque no final das contas isso não vai justificar o que foi feito”, afirmou.
A advogada também apontou dificuldades no atendimento inicial. Conforme relatado, a paciente foi levada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde inicialmente não havia leito disponível na UTI, sendo acomodada em uma sala vermelha por cerca de um dia e somente depois desse período foi transferida para a unidade intensiva, onde permanece sob cuidados médicos, enquanto a família tenta viabilizar a transferência para um hospital particular.
Brunno Suênio
Francielle Barroso
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