A Polícia Civil do Piauí concluiu as investigações sobre o caso envolvendo o acusado Joelmir Fagner Barros Ferraz e destacou que a conduta do suspeito não representa o padrão dos profissionais da instituição. A afirmação é da delegada geral adjunta, Adriana Xavier, em coletiva de imprensa na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, onde um servidor terceirizado foi preso por estuprar uma colega de trabalho dentro da instituição.
Em entrevista coletiva, a delegada enfatizou que o comportamento do investigado foge completamente dos princípios adotados pelos servidores da corporação. “A conduta deste indivíduo destoa completamente da postura dos delegados, investigadores e servidores administrativos desta unidade”, afirmou.
Adriana Xavier ressaltou que o caso causou forte impacto interno, especialmente entre as mulheres que atuam na Delegacia Geral. Segundo ela, o ambiente de trabalho na Polícia Civil é baseado no respeito e na convivência harmoniosa entre homens e mulheres. “Trabalhamos em um ambiente predominantemente masculino, mas profundamente respeitoso e harmônico. Esse episódio chocou todas nós, principalmente aquelas que atuam diariamente na proteção de meninas e mulheres”, destacou.
A delegada também reforçou que a instituição tem prestado apoio contínuo à vítima e à família desde o início das investigações. “Continuamos dando total assistência. Mantemos contato diário com a família e, inclusive, intervimos para viabilizar a transferência da vítima para um hospital particular, atendendo ao desejo dos familiares”, explicou.
Ela ainda destacou a presença feminina em cargos de liderança dentro da corporação e a ausência de registros de assédio ou discriminação no ambiente institucional. “Temos mulheres em funções de alto comando, assim como homens e mulheres atuando de forma integrada, sem histórico de desrespeito”, pontuou.
Com a conclusão do inquérito, o relatório foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, com um conjunto de provas considerado robusto pela polícia. “Nosso compromisso é com a responsabilização do autor e com a construção de uma sociedade em que mulheres possam viver com liberdade, dignidade e segurança”, concluiu a delegada Adriana Xavier.
Brunno Suênio
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