A pequena piauiense Luna Manuella, de apenas 4 anos, se tornou símbolo de esperança e superação após vencer uma longa batalha contra o câncer. Diagnosticada ainda muito nova, ela passou por tratamentos intensos e hoje comemora a cura ao lado da família e da equipe médica.
Segundo sua mãe, Francisca Sousa, Luna nasceu com um nódulo que inicialmente foi considerado benigno e chegou a ser retirado ainda nos primeiros anos de vida, contudo, quando ela tinha dois anos, o nódulo voltou. Após nova cirurgia, os médicos descobriram que se tratava de um tumor maligno.
A partir disso começou a jornada da criança com tratamentos em Teresina, a menina passou por quimioterapia, cirurgia e outros procedimentos disponíveis na capital piauiense. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, chegou um momento em que não havia mais opções de tratamento na cidade. Segundo a família, os médicos chegaram a alertar sobre a gravidade da situação. “A médica chegou a dizer que não sabia mais o que fazer e que ela poderia morrer a qualquer momento, porque tudo que podia ser feito já tinha sido feito”, relatou Francisca ao GP1.
Tratamento em São Paulo
Com isso o histórico médico de Luna foi enviado para avaliação em São Paulo. O caso foi aceito pelo Hospital de Amor, na cidade de Barretos. A família então se mudou para o estado para dar continuidade ao tratamento da menina, onde ela passou cerca de um ano realizando novos procedimentos.
Todo o tratamento foi reiniciado e incluiu quimioterapia, cirurgia, radioterapia e, posteriormente, um transplante de medula óssea, que no caso de Luna, foi utilizado como parte do tratamento do tumor. Em dezembro de 2025, Luna completou um ano do transplante e recebeu a confirmação da cura. No hospital em Barretos, ela participou de um momento simbólico muito aguardado por pacientes oncológicos, onde ela pode tocar o sino que representa o fim do tratamento contra o câncer.
De volta a Teresina
Já em Teresina, a família decidiu realizar uma nova celebração para marcar a vitória. O objetivo era que Luna também pudesse tocar o sino na cidade onde iniciou sua luta, ao lado da médica que acompanhou os primeiros passos do tratamento. A comemoração na capital piauiense foi realizada nessa sexta-feira (07), sendo marcada por emoção e gratidão, segundo a família. “Ela é um milagre vivo”, afirmou a mãe de Luna.
Francielle Barroso
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