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Teresina - Piauí

Execução no Dirceu II pode ter relação com disputa entre PCC e Bonde dos 40

Informação foi repassada pelo delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa.

O assassinato de Tedinaldo Pereira Cavalcante, registrado na noite dessa segunda-feira (06), na região do bairro Dirceu II, zona sudeste de Teresina, pode estar relacionada à disputa entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde dos 40. A informação foi repassada pelo delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o delegado, uma das linhas de investigação considera que a vítima transitava entre áreas dominadas por diferentes grupos criminosos, o que pode ter gerado desconfiança ou até mesmo conflitos. “Existe a possibilidade de haver uma rixa específica contra a vítima, ou até mesmo uma interpretação equivocada por parte de integrantes de facção, já que ele residiu em diferentes regiões, incluindo a Vila Sudeste, e mais recentemente no Dirceu II”, explicou.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Bruno Ursulino
Delegado Bruno Ursulino

Dinâmica do crime

O crime ocorreu por volta das 23h e apresenta características de execução. A vítima foi surpreendida e atingida por diversos disparos de arma de fogo, sem chance de defesa. “Ainda não podemos afirmar com precisão se houve premeditação, mas é evidente que os autores estavam preparados para matar, considerando a quantidade de disparos efetuados”, afirmou o delegado.

Equipes do DHPP estiveram no local logo após o crime para iniciar os levantamentos e colher informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos.

Investigação em andamento

A polícia também trabalha para identificar possíveis imagens de câmeras de segurança na região. Segundo Ursulino, está sendo feito um mapeamento dos sistemas de monitoramento próximos ao local do crime, verificando inclusive se estavam em funcionamento no momento da execução.

Outra linha investigativa leva em conta o histórico da vítima, que pode ter envolvimento com o tráfico de drogas. Nesse contexto, não está descartada a possibilidade de dívida ou conflitos relacionados à atuação em pontos de venda. “Estamos no início das investigações, então nenhuma hipótese é descartada. Vamos analisar se há ligação com tráfico, dívidas ou disputas territoriais, até chegar à motivação principal”, destacou.

O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa.

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