Um homem identificado como Wanderson Carlos Magalhães, membro do Bonde dos 40, foi preso na noite desse domingo (3), suspeito de envolvimento na morte de Pedro Henrique de Araújo Sousa, de 28 anos, em Teresina. A ação foi realizada por uma equipe do 8º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, em conjunto com o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no Clube da Lazuli, localizado na zona sudeste da capital. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto.
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, responsável pela investigação, a prisão ocorreu após monitoramento da movimentação do suspeito. “A gente estava tentando localizá-lo, tendo em vista que existia um mandado de prisão em aberto. E aí, ontem, diante da informação de que ele estaria participando de uma festa em um clube ali da zona sudeste, ficamos monitorando o período em que ele se encontrava lá dentro e, no momento mais oportuno, a equipe da Polícia Militar avançou, efetuando a prisão dele”, afirmou.
“Ele é um indivíduo bastante conhecido das forças policiais, já foi preso tanto aqui como também no estado do Maranhão. A gente sabe que, atualmente, ele está exercendo uma função de disciplina lá na região sudeste, principalmente nos bairros Vila Verde e Manoel Evangelista, além da região da Vila Jacarezinho, onde a nossa vítima foi encontrada”, relatou o delegado.
As investigações apontam que o suspeito tem ligação com atividades criminosas na região. “A gente entende que é um indivíduo perigoso, que tem envolvimento direto com tráfico de drogas, com a questão de armas sendo distribuídas na região e também no ordenamento de homicídios. Então, ele já era foco de nossa investigação e, pelo fato de se tratar de um indivíduo que já tem conhecimento e malícia para se esconder de abordagens policiais, ontem, diante desse momento oportuno, a gente acabou efetuando essa prisão de forma conjunta”, acrescentou.
Sobre o assassinato de Pedro Henrique, o delegado explicou que o crime foi motivado por questões internas da facção Bonde dos 40 e ordenado por Wanderson, apontado como responsável pela “disciplina” do grupo. “A gente entende que foi uma retaliação interna por conta da própria facção e ele, como tem essa função de disciplina, é quem ordena essas punições. Tanto que, após a morte do Pedro, não houve nenhum outro ataque de retaliação à facção rival. Então, quando a gente percebe esse sinal, passa a olhar para dentro da própria organização que comanda a região. A partir de informações coletadas durante a investigação, o nome dele surgiu como responsável por determinar a execução”, destacou.
Ainda conforme as investigações, a vítima tinha ligação com a mesma facção e estaria sendo pressionada. “A gente consegue verificar que a vítima se vinculava à mesma facção e alegava estar sofrendo pressões na região para se posicionar. Ao integrar o grupo, ele também se submetia às regras internas. Como teria cometido algumas transgressões, como furtos, acreditamos que isso motivou a decisão do grupo”, explicou.
Sobre a dinâmica do crime, o delegado detalhou que a vítima foi surpreendida durante a madrugada. “Ele estava na Vila Jacarezinho durante a madrugada e, ao sair, foi surpreendido. Tentou fugir por um barranco, mas foi atingido por um disparo de arma de fogo nas costas. Ao tentar se locomover, acabou caindo em uma área mais escondida, o que fez com que inicialmente fosse considerado desaparecido. Posteriormente, familiares realizaram buscas e o irmão acabou encontrando o corpo. A perícia confirmou que houve um disparo pelas costas”, concluiu.
Brunno Suênio
Wanessa Gommes
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