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Teresina - Piauí

Polícia Civil apreende estudante que planejava massacre em escola na zona norte de Teresina

O próprio adolescente admitiu que planejava o atentado por causa do suposto bullying que sofria.

A Polícia Civil do Piauí cumpriu um mandado de internação provisória contra um adolescente de iniciais J. C. S. M., investigado por atos infracionais análogos aos crimes de ameaça, apologia ao crime, incitação ao crime, além de porte de arma branca e falso alarme de ataque em uma escola pública, na zona norte de Teresina. A apreensão foi realizada pela 3ª Delegacia Seccional de Teresina, no final da manhã desta terça-feira (14).

O caso ganhou repercussão em março deste ano, quando o adolescente foi apreendido em flagrante dentro de uma escola estadual da zona norte da capital após publicar, em uma rede social, que pretendia realizar um ataque na unidade de ensino. Na ocasião, policiais militares encontraram com ele uma faca e uma balaclava.

Foto: Divulgação/PC-PIPolícia Civil apreende estudante que planejava massacre em escola na zona norte de Teresina
Polícia Civil apreende estudante que planejava massacre em escola na zona norte de Teresina

O próprio adolescente admitiu que planejava o atentado por causa de conflitos vividos no ambiente escolar em função do suposto bullying que sofria

Ministério público concedeu remissão

Inicialmente, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que concedeu remissão, homologada pela Justiça. No entanto, a Polícia Civil decidiu aprofundar as investigações e solicitou a perícia no celular apreendido.

Investigações foram aprofundadas pela Polícia Civil

Após autorização judicial, a extração dos dados revelou conversas sobre o planejamento de um ataque em escola, pesquisas para aquisição de armas de fogo, buscas por instituições de ensino da capital, referências a datas de massacres e conteúdos que exaltavam autores de atentados em escolas. Segundo a investigação conduzida pelo delegado Eduardo Aquino, os elementos apontam que havia planejamento e persistência na intenção de cometer o crime.

Outro fator que pesou para a nova medida foi o acompanhamento psicológico do adolescente no CAPS Infantojuvenil. Conforme a Polícia Civil, ele voltou a manifestar recentemente a intenção de promover um massacre em ambiente escolar, o que levou a direção da escola a determinar um novo afastamento temporário do estudante.

Com base nas novas provas e na avaliação de que o risco permanecia concreto, a Polícia Civil representou pela internação provisória, pedido que foi aceito pelo Poder Judiciário. “Todas as medidas adotadas respeitaram o devido processo legal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a preservação da identidade do adolescente”, disse o delegado Eduardo Aquino.

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