O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com a hipótese de que a execução de Gutemberg Pereira da Silva, ocorrida na madrugada desta quinta-feira (16), no bairro Porto Alegre, zona sul de Teresina, tenha sido motivada pela disputa entre facções criminosas. A informação foi confirmada pelo delegado Danúbio Dias.
Segundo o delegado, Gutemberg havia deixado o sistema prisional no último dia 3 de julho e foi assassinado menos de 20 dias após ganhar liberdade. Para a Polícia Civil, o fato de ele ser apontado como integrante da facção Bonde dos 40 reforça a suspeita de que o crime tenha sido praticado por membros de um grupo rival.
"Ele foi posto em liberdade no dia 3 de julho e foi executado menos de 20 dias depois. A principal linha de investigação é que tenha sido morto por integrantes de uma facção rival, já que assumidamente integrava o Bonde dos 40", afirmou Danúbio Dias.
Apesar de essa ser a principal linha investigativa, Danúbio Dias destacou que o DHPP não descarta outras motivações para o homicídio.
De acordo com Danúbio Dias, Gutemberg acumulou uma extensa ficha criminal ao longo de mais de uma década, com investigações e prisões por homicídios, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e outros crimes violentos, o que pode ter contribuído para o surgimento de diversos desafetos.
"Ele colecionou inimigos ao longo de mais de uma década por conta dos diversos homicídios e outros crimes violentos que praticou. Então, embora a disputa entre facções seja a principal hipótese, o departamento trabalha com todas as possibilidades durante a investigação", concluiu o delegado.
Gutemberg Pereira da Silva foi executado com pelo menos 17 disparos de arma de fogo dentro do banheiro de uma residência no bairro Porto Alegre. Antes do crime, cinco homens armados sequestraram o pai da vítima e o utilizaram como escudo humano para chegar ao imóvel onde o alvo estava escondido. O caso segue sob investigação do DHPP.
Brunno Suênio
Ver todos os comentários | 0 |