O delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que preside o inquérito sobre a tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa, descartou, nesse momento, a possibilidade de envolvimento de outra pessoa além da principal suspeita, a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, presa nesta quarta-feira (8).
Em entrevista à imprensa, o delegado explicou que até agora não há elementos nos autos que indiquem a participação de mais alguém no caso, que aconteceu na segunda-feira (8) e ganhou bastante repercussão.
“Não há indícios ou elementos de que tenha sido uma ação orquestrada com outros colaboradores, não há isso nos autos até o presente momento”, declarou a autoridade policial.
Enfermeira citada
Além disso, o delegado falou que a enfermeira que chegou a ser mencionada pela tia da recém-nascida, não teria qualquer relação com o crime. Ela compareceu ao local da ocorrência após ser chamada pela própria suspeita, por ser a supervisora do setor.
“A tia percebeu a tentativa de sequestro e a impediu. A suposta autora tentou dizer que não fez nada e passou a pedir que chamassem essa outra servidora, que seria a supervisora, momento em que essa foi chamada, e chegou sem entender nada do que estava acontecendo. Ela estava trabalhando em outro setor”, detalhou Hugo Alcântara.
Câmeras de segurança
A polícia já está munida das imagens do circuito interno de câmeras, que serão analisadas com intuito de delimitar como se deu a tentativa de sequestro. Outros funcionários e testemunhas também serão ouvidos.
“A priori, todos vão ser chamados para a gente entender o que houve. O diretor do hospital foi ouvido, mas depois que a suposta autora já tinha saído do hospital. Ele procurou a polícia e registrou Boletim de Ocorrência. A gente tem que analisar, é um hospital muito grande, com muitos servidores, e tem que entender o que cada um fez em cada momento. Já temos as imagens das câmeras de segurança, vamos encaminhar para a perícia”, concluiu o delegado Hugo Alcântara.
Prisão
Auricélia Rocha foi presa nas dependências do hospital psiquiátrico Areolino de Abreu, para onde foi encaminhada pela própria direção da maternidade após o ocorrido.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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