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Polícia Civil do Piauí desarticula grupo suspeito de aplicar golpes pela OLX

Os criminosos manipulavam as conversas entre o comprador e o verdadeiro vendedor.

A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta quarta-feira (08), a Operação Falso Elo para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso e contou com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (DIPC).

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Baixa Grande do Ribeiro, que tem à frente o delegado Marcos Halan, tiveram início após um idoso, morador de Ribeiro Gonçalves, afirmar que foi vítima do golpe conhecido como "intermediário de vendas", aplicado durante a negociação de um veículo anunciando na plataforma OLX.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos manipulavam as conversas entre o comprador e o verdadeiro vendedor do automóvel, ocultando o valor real do veículo e utilizando comprovantes de pagamento falsificados para dar aparência de legalidade à negociação. Com isso, a vítima realizou transferências bancárias para contas controladas pela organização criminosa, sofrendo um prejuízo financeiro significativo.

Foto: Divulgação/PC-PIPrisão ocorrida durante a operação Falso Elo
Prisão ocorrida durante a operação Falso Elo

Durante a investigação, os policiais identificaram toda a estrutura do grupo e constataram que o esquema era comandado por integrantes de uma mesma família instalada em Cuiabá, no Mato Grosso. Conforme a apuração, a organização atuava de forma estruturada e aplicava golpes semelhantes em vítimas de diversos estados brasileiros e até mesmo no exterior.

Com base nas provas reunidas no inquérito, a Polícia Civil representou por mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, que foram autorizados pela Central Regional de Inquéritos IV – Polo Floriano, do Tribunal de Justiça do Piauí, e cumpridos em Cuiabá, onde funcionava a base da organização. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos de informática utilizados pelos investigados. Todo o material será submetido à perícia e à extração de dados, com o objetivo de identificar novas vítimas, rastrear a movimentação financeira do grupo e reunir provas para responsabilizar todos os envolvidos.

Além do crime de estelionato eletrônico, a investigação também apura a prática de falsificação de documentos, associação criminosa e outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.

De acordo com o delegado Marcos Halan, a operação demonstra que o ambiente virtual não é um espaço de impunidade e reforça a importância da integração entre as forças de segurança no combate às organizações criminosas. "O ambiente virtual não é território sem lei e não servirá de escudo para a impunidade. A Operação Falso Elo demonstra que, por meio da cooperação entre as Polícias Civis do Piauí e de Mato Grosso, somos capazes de rastrear e desarticular organizações criminosas complexas, independentemente de onde estejam atuando", destacou o delegado.

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