A defesa de Alandilson Passos , namorado da vereadora Tatiana Medeiros , obteve decisão favorável da Justiça para que o réu não precise acompanhar os depoimentos das testemunhas durante audiência de instrução e julgamento, que teve início nessa segunda-feira (24), no Fórum Eleitoral, em Teresina. O processo que apura os crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, usura e lavagem de dinheiro em desfavor de Alandilson Passos. Atualmente, ele está preso em razão da Operação Denarc 64.
Segundo o advogado Wildes Próspero , que assiste Alandilson, ele já havia protocolado pedido anterior ao início da audiência de instrução e julgamento. Ontem, durante a sessão, ele ratificou o pedido e juíza Júnia Maria Feitosa acatou, dispensando a presença do réu até que ele seja convocado a prestar depoimento, com data prevista para a próxima sexta-feira (28).
“Eu já havia feito esse pedido antes do início da sessão. Ontem, com o andamento dos depoimentos, eu reforcei o pedido e a magistrada acatou, dispensando a presença até que ele retorne para prestar depoimento. A gente acredita que a juíza vai seguir o rito ele deve ser ouvido na sexta-feira”, explicou o advogado Wildes Próspero.
Na retomada da audiência, nesta terça-feira (25), foi a vez de as testemunhas de defesa da vereadora Tatiana Medeiros serem ouvidas. O promotor Plínio Fontes, que atua no caso, destacou que não comentaria o conteúdo das oitivas já realizadas. “A orientação do Ministério Público é apurar os fatos e buscar a verdade, sem se prender a formalidades que não alteram o mérito”, declarou.
Além da vereadora também são réus: o padrasto Stênio Ferreira Santos, a mãe Maria Odélia de Aguiar Medeiros, a assessora Emanuelly Pinho de Mello, a irmã Bianca dos Santos Teixeira Medeiros, cunhado Lucas de Carvalho Dias Sena, e dois funcionários da ONG Vamos Juntos, Bruna Raquel Lima Souza e Sávio de Carvalho França.
O processo é resultado de investigação que apura a suposta atuação de uma facção criminosa nas eleições municipais de 2024. O Ministério Público Eleitoral denunciou a vereadora pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica.