Em 2024, o setor cultural do Piauí reuniu cerca de 49 mil pessoas ocupadas, das quais 59,7% estavam em situação de informalidade no mercado de trabalho, a sétima maior proporção do país. No conjunto do Brasil, o índice de informalidade no setor cultural foi de 44,6%. Os dados integram o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), e apontam diferenças relevantes entre as unidades da federação.
Entre os estados com os maiores percentuais de informalidade no setor cultural, aparecem Roraima, com 76,9%, e Pará, com 74,1%. Na outra ponta, os menores indicadores foram registrados no Rio Grande do Sul, onde 32,6% dos trabalhadores do setor estavam em ocupações informais, e em Santa Catarina, com 30%.
No recorte piauiense, a informalidade se mantém acima da média nacional, posicionando o estado entre aqueles com maior presença de vínculos sem formalização. O levantamento também traz informações sobre o perfil das pessoas ocupadas no setor cultural no Piauí. As mulheres representavam a maioria, com 51,7% do total, enquanto os homens correspondiam a 48,3%.
Em relação à cor ou raça, 55,5% dos trabalhadores se declaravam pardos, 32,2% brancos e 12,3% pretos, indicando a composição racial predominante entre os profissionais que atuavam em atividades culturais no estado.
Quanto ao nível de escolaridade, metade das pessoas ocupadas no setor cultural piauiense, o equivalente a 50,1%, possuía ensino médio completo ou ensino superior incompleto. Outras 22,8% tinham ensino superior completo, 14,6% haviam concluído o ensino fundamental ou não completado o ensino médio, e 12,5% não tinham instrução formal ou possuíam apenas o ensino fundamental incompleto. No recorte etário, 54% dos trabalhadores tinham entre 30 e 49 anos, 28% estavam na faixa de 14 a 29 anos e 18% tinham 50 anos ou mais.