A Assembleia Legislativa do Piauí deve votar, nesta semana, voto de pesar pelo falecimento do médico coloproctologista e professor adjunto da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Edilson Carvalho de Sousa Júnior, que morreu no último dia 3 de março, aos 55 anos. O requerimento foi apresentado pelos deputados Dr. Hélio Oliveira (MDB) e Gil Carlos (PT) ao presidente da Casa, solicitando que a homenagem seja levada a plenário e encaminhada à família do médico.

Referência na medicina piauiense, Dr. Edilson atuava no Departamento de Clínica Geral do Centro de Ciências da Saúde da UFPI, onde ministrava as disciplinas de Clínica Cirúrgica I, com ênfase em Coloproctologia, e Semiologia III. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a formação de novos profissionais e com o avanço da pesquisa científica no estado — atividade que desempenhava com reconhecimento tanto no meio acadêmico quanto hospitalar.

Foto: Reprodução/Instagram
Médico Edilson Carvalho

Ao longo da carreira, Dr. Edilson ocupou postos de destaque nas principais instituições de saúde do Piauí. Foi superintendente do Hospital Universitário da UFPI, chefe do Departamento de Clínica Geral da mesma instituição e exerceu o cargo de diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital São Marcos — um dos maiores hospitais privados do estado. A multiplicidade de funções evidencia o peso de sua ausência para o sistema de saúde e para a formação médica no Piauí.

Natural de Parnaíba, cidade com a qual declarava orgulho — definia-se como "parnaibano apaixonado pelo Delta do Rio Parnaíba" e "teresinense de coração" —, o médico havia consolidado sua vida pessoal e profissional em Teresina. Era casado com a professora Carmen Milena Rodrigues Siqueira Carvalho, docente do curso de Odontologia da UFPI, e deixa três filhos, além de uma extensa rede de familiares, colegas, alunos e pacientes.

O deputado Dr. Hélio Oliveira, em seu requerimento apresentado no dia 4 de março, ressaltou que Dr. Edilson "deixou um legado de conhecimento, dedicação e compromisso com a vida", pedindo que a solidariedade da Assembleia Legislativa seja formalmente estendida à família enlutada e à comunidade acadêmica da UFPI. A morte precoce do médico — com apenas 55 anos — provocou comoção entre estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde no estado.

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