Imagem: Reprodução
Lucas Villa
No último sábado (8), aconteceu a segunda reconstituição da morte da estudante Fernanda Lages, que foi encontrada no prédio do Ministério Público Federal. Desta vez, a polícia usou um boneco com a mesma altura e peso da estudante.
Lucas VillaSobre a reconstituição, o advogado da família de Fernanda Lages, Lucas Villa, falou de suas conclusões durante entrevista a um canal de televisão. Segundo o advogado que acompanhou a reconstituição, foram testadas várias possibilidades e algumas hipóteses foram eliminadas.
“Varias hipóteses de queda e lançamentos da Fernanda da parte superior do prédio ficaram provadas que eram inviáveis e outras que eram viáveis. Por exemplo, ficou clara a impossibilidade, de que ela tivesse pulado voluntariamente lá de cima, de pé, sobre o parapeito. Ficou demonstrado também de que se o corpo caísse no local onde caiu se fosse lançado por duas pessoas. Seria mais plausível que ela caísse onde caiu tendo sua posição inicial sentada, alguém empurrando ela sentada. Me parece provável a hipótese depois de estar sentada e ter sido empurrada, mais do que se ela tivesse desacordada. Não há tantos indícios para a possibilidade de estar desacordada", explicou o advogado.
Lucas Villa falou que todas essas hipóteses tinham que ser contextualizadas com outras informações que se tem sobre o local do crime. O advogado falou ainda sobre a hipótese mais provável que ele e a família da estudante acreditam ter acontecido.
“Me parece bem provável a hipótese dela ter sido empurrada de lá, depois de sentada no parapeito, ou ter subido voluntariamente, ou ter subido forçada por alguém. Essa hipótese é até mais provável, que a hipótese de ter sido lançada desacordada. Porque pelas outras informações que a gente tem, do local do crime e até do próprio corpo da Fernanda, não parece que há informações o suficiente que a gente insira que ela tenha ido desacordada antes de ser arremessada”, disse o advogada da família.
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