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Piauí

Campanhas populares realizadas este ano contra as drogas apresentam resultados

A ação mais significativa promovido pelas campanhas contra as drogas foi o reconhecimento das comunidades terapêuticas e financiamento de vagas para dependentes

O aumento do número de vagas nos hospitais públicos e comunidades terapêuticas para dependentes químicos, criação do Conselho Estadual de Combate às Drogas e a apresentação de inúmeros projetos na Assembléia que irão melhorar na prática o combate às drogas, a prevenção, o tratamento e reinserção dos dependentes. Estes são alguns resultados práticos promovidos pelo poder público e sociedade a partir das reivindicações das campanhas populares realizadas no decorrer deste ano.

A última delas o correu na última sexta-feira, no bairro Promorar, que reuniu mais de mil estudantes da região. “Eu fiquei feliz pela alta participação e porque foi promovido pelo público que é a maior vítima deste problema, que são os jovens. Eles organizaram a garantiram a grande participação. Estas manifestações precisam acontecer corriqueiramente para não haver a desmobilização”, ressaltou a deputada estadual Rejane Dias.

Significativo
Para ela, a ação mais significativa promovido pelas campanhas contra as drogas foi o reconhecimento das comunidades terapêuticas e financiamento de vagas para dependentes nestas instituições. “Em maio, a Frente Parlamentar da Alepi trouxe a secretária nacional de Combate às Drogas, Paulina Duarte. Após reconhecer que o governo federal pouco tinha feito neste sentido, ela levou para Brasília a proposta piauiense, nascida nas caminhadas promovidas pela Fazenda da Paz. Eu, a deputada Iracema Portela e o senador Wellington Dias demos força a esta proposta junto ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que levou a solicitação à presidente Dilma”, conta a deputada.

Rejane Dias acrescenta que um mês depois foi comunicada que a presidência iria assinar um decreto modificando a legislação para que o governo pudesse firmar convênios com estas entidades e, posteriormente, financiar vagas em cada uma delas. Para este ano serão R$ 10 milhões para custear as vagas. Para os próximos anos, a proposta é ampliar o valor e tornar o financiamento em uma política de estado.

Soluções podem reduzir angústia de famílias
Atualmente a Fazenda da Paz tem capacidade para atender 300 pessoas. Porém, apenas 140 internos são atendidos pela entidade devido a falta de recursos. Os internos atuais são custeados por recursos de convênio com a Prefeitura de Teresina, de serviços e atividades realizadas na entidade e pelas próprias famílias. Com isso, a fila de espera chega a 400 pessoas.

Com o financiamento federal, a entidade poderá atender com sua capacidade total. Outras comunidades terapêuticas do Piauí estão se habilitando para receber os recursos federais, ampliando ainda mais o número de vagas no estado. "Isso está sendo possível graças as campanhas realizadas pelo governo do Estado, entidades públicas e privadas, cobrando mudanças e mobilizando a sociedade", completou Rejane Dias.

A falta de vagas causa até hoje uma verdadeira tragédia no Estado. Pois, segundo Célio Barbosa, coordenador da Fazenda da Paz, muitos jovens morrem na fila de espera. A maioria por acerto de contas com traficantes e por overdose.

Projetos afastam jovens das drogas
Na segunda reunião da Frente Parlamentar sobre Drogas da Assembléia Legislativa, foi colocada a alta necessidade de mais programas e políticas para evitar que os jovens e estudantes tenham contato com as drogas. A deputada estadual Rejane Dias respondeu com cinco projetos com esta finalidade, mas destacou a importância da ampliação das escolas de tempo integral para manter os estudantes longe das drogas.

“Esta é uma proposta que nasceu no governo Wellington Dias e que o governador Wilson Martins já anunciou um amplo projeto de ampliação. Serão mais 300 nos próximos anos. Estas escolas melhoram a qualidade no ensino e mantém nossos jovens longe das drogas”, destacou.

Projetos
Entre os projetos de prevenção ao consumo de drogas, a deputada Rejane Dias “ataca” o acesso dos jovens ao álcool. “É a porta de entrada e é uma droga que causa dependência e degradação familiar tanto quanto as outras. Quanto mais o jovem estiver longe do álcool, menor a possibilidade de ele se envolver com droga mais pesadas, como o crack”, destacou.

Um de seus projetos amplia a punição aos bares e restaurantes flagrados vendendo bebidas a menores, facilita a realização de denúncias neste sentido e cria a semana de mobilização nas escolas contra o consumo de álcool. “Temos ainda mais cinco projetos em discussão no Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas. Se conseguimos o aval, serão apresentados na Assembléia”, destacou.

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