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Advogado da família de jovem eletrocutada diz que Eletrobrás propôs acordo para família

No entanto Antônio de Pádua disse que a representante da Eletrobrás não esperou e disse para a família, que quando quisesse fazer um acordo, que eles o procurassem.

A trágica morte da jovem Ana Carolina de Olveira Silva, 21 anos, que sofreu uma forte descarga elétrica e morreu carbonizada ao lado de um poste de energia na Avenida Presidente Kannedy, na zona Leste de Teresina, deixa a família insatisfeita com o descaso da Eletrobrás Piauí.

O advogado da família, Antônio de Pádua, em entrevista a um canal de televisão local, disse que a Eletrobrás a perícia está sendo realizada e o resultado sendo aguardado para dar continuidade no inquérito, já que é importante para a ação.

O advogado entrou com uma ação solicitando uma indenização pela morte de Ana Carolina e ainda exige que seja pago o valor referente á vida média da vítima, que hoje giraria em torno de 70 anos.

Antônio de Pádua disse ainda que a Eletrobrás procurou o Francisco Cardoso, companheiro e pai dos filhos da vítima, propondo acordo.

“Segunda-feira, uma mulher representando a Eletrobrás, foi a casa da família e disse que queria conversar com Francisco Cardoso, separadamente da família. O que ele me relatou é que essa pessoa propôs um acordo, alegando que era melhor aceitar, justificando que o processo pode demorar e não ser aquilo que ele esteja esperando”

Segundo o advogado, o companheiro da vítima disse para a representante da Eletrobrás que iria ligar para o advogado da família.

“Ele falou que iria entrar em contato comigo para ela me explicar. Falei com ela por telefone e disse que chegaria lá em pouco tempo. Disse para ela fazer a proposta na minha presença e explicaria para eles. Se eles quisessem aceitar não poderia intervir”, disse o advogado.

No entanto Antônio de Pádua disse que a representante da Eletrobrás não esperou e disse para a família, que quando quisesse fazer um acordo, que eles o procurassem.

Com relação à família, além da indenização, eles querem justiça, que alguém seja punido, para que o fato não aconteça novamente, disse o advogado ao falar que ainda vai pedir pensão provisória para os filhos, enquanto o processo seja julgado.

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