Fechar
GP1

Piauí

Obras do aeroporto internacional Serra da Capivara de São Raimundo Nonato continuam paralisadas

Na última sexta-feira, dia 30 de setembro, nenhum funcionário da Construtora Sucesso, responsável pelos serviços, trabalhava na obra do terminal.

As obras de construção do terminal de passageiros do “Aeroporto Internacional Serra da Capivara”, na zona rural do município de São Raimundo Nonato (525 km de Teresina), continuam totalmente paralisadas mesmo faltando exatamente três meses para o prazo final estabelecido pelo governador Wilson Martins (PSB), para a conclusão da obra, em dezembro próximo.

Na última sexta-feira, dia 30 de setembro, nenhum funcionário da Construtora Sucesso, responsável pelos serviços, trabalhava na obra do terminal. Ao contrário, nossa reportagem foi surpreendida pelo apelo de Adão Patrício da Silva, 59 anos, que reclamava nas imediações do pátio de manobra, o pagamento de seus serviços de roço na pista de acesso ao aeroporto. “Preciso receber. Estão me cobrando”, dizia insistentemente.

Imagem: André Pessoa/GP1Arquivo enviado: Vista interna das obras paralisadas no Terminal de Desembarque do Aeroporto Internacional Serra da Capivara - São Raimundo Nonato(Imagem:André Pessoa/GP1)Arquivo enviado: Vista interna das obras paralisadas no Terminal de Desembarque do Aeroporto Internacional Serra da Capivara - São Raimundo Nonato

Responsável por reunir um grupo de trabalhadores e fazer o roço do aeroporto, Adão Silva foi contratado por Antônio Mesquita, representante da empresa Esaero, que acaba de assinar um contrato milionário com o Governo do Piauí, superior a 1 milhão de reais, para iniciar o processo de “internacionalização” do aeroporto. No local a empresa mantém o técnico Marcos Antônio da Silva, de Recife (PE), que é o responsável pelo controle dos aviões que pousam e decolam na pista diariamente.

Questionado sobre a sua situação trabalhista no local, motivo de uma denúncia no jornal O Estado de São Paulo, ele explicou: “agora está tudo certo. Acabamos de assinar um novo contrato”, disse o pernambucano, funcionário da Esaero. No entanto, nossa reportagem apurou que nem mesmo combustível ele tem recebido da empresa para abastecer o veículo que faz os trabalhos de controle de trafego no local.

Para resolver o problema da constante presença de animais na pista do aeroporto, Marcos Silva explicou que foi colocada uma cerca provisória no local para impedir a entrada dos bichos. “Eles estavam entrando no local pela área do acesso principal que ainda está em obras e pela área da pedreira da obra. Com essa cerca vamos controlar a entradas dos
animais”, garantiu.

Algumas semanas trás um incidente ocorrido no aeroporto mostra a falta de prioridade do Governo do Estado em relação a obra. Um pequeno avião tentou fazer um pouso no começo da noite na pista, no entanto, o motor que alimenta o sistema de balizamento noturno, ou seja, as luzes na beira da pista, não pôde ser acionado pois o equipamento é movido a óleo diesel e teve um problema de entrada de ar.

Só através desse incidente é que veio a tona outro problema: o aeroporto ainda não possui, sequer, uma simples rede de energia elétrica. O avião só conseguiu pousar quando outros pilotos que estavam na cidade e foram acionado por telefone, estiveram no aeroporto com vários veículos para iluminar a pista.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.