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Caso Fernanda Lages: Perito diz que reconstituição com boneco será feita essa semana

Segundo o perito, a cena do boneco ainda vai ser feita e ainda vai ser feita com uma mureta no chão, com a mesma altura e reprodução de movimentos.

O perito Antônio Nunes, que participa das investigações da morte da estudante Fernanda Lages Veras, de 19 anos, encontrada ao amanhecer do dia 25 de agosto deste ano, no prédio em acabamento do Ministério Público Federal, disse durante entrevista a um canal de televisão, que nova reconstituição será feita essa semana.

“Na verdade ainda existe uma parte da reconstituição que ainda não foi feita, por causa de alguns movimentos que não podem ser reproduzidos naquela altura, pelo visto da queda da moça que fazia o personagem”, disse o perito.

Segundo o perito, a cena do boneco ainda vai ser feita e ainda vai ser feita com uma mureta no chão, com a mesma altura e reprodução de movimentos.

“Vamos reproduzir com o boneco pulando, sendo jogado por uma e duas pessoas, pra gente tentar ver a correspondência das lesões do corpo, com aquelas posições e ver se é compatível e como seriam as possibilidades de que ela pudesse chegar lá em baixo. Além disso, a cronometragem da entrada até chegar lá em cima. Já que no dia da reconstituição foi parado varias vezes para testar situações”, disse Antonio Nunes.

Um dos pontos mais importantes da investigação é a cronometragem do tempo que Fernanda levou da chegada à obra até o momento em que foi jogada.

“Sabe-se alguns horários, pelas câmaras esmiuçadas pela polícia. Tem-se uma idéia, do tempo que ela levou para chegar até a porta. Também questão do vigia da frente. Então com base nisso, se sabe que horas o celular parou de funcionar e ai se conometra pra ver se bate os horários. O celular foi quebrado na queda. Então o horário que parou de funcionar é importante”, informou o perito.

Segundo o perito Antonio Nunes, existem três situações de precipitações de edifício. A primeira quando a queda é acidental, a segunda quando a vítima é jogada e a terceira quando a vítima se joga.

“A primeira é quando a pessoa cai acidentalmente, ela cai rente, muito próxima ao prédio. Essa obviamente a gente não estamos contando pela distancia que ela caiu. A segunda é justamente quando se empurra. Obviamente que a força que eu empurro pra ela cair, não é igual a quem pulou. Até porque quando você me empurra, eu resisto, me agarro, tento não ir. E a terceira é quando eu pulo que para mais longe. Então o corpo foi encontrado nesse meio termo. Por isso a duvida”, finalizou o perito.

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