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"Ele nunca leu uma linha sequer dos autos", dispara delegado Paulo Nogueira contra Eliardo Cabral

"Os promotores nunca fizeram sequer um pedido formal pedindo esclarecimentos em relação ao inquérito", disse o delegado.

Ao tempo em que os promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha mantêm a postura ofensiva sobre o trabalho da Policia Civil e criticam a ligação do delegado Paulo Nogueira, que investiga o caso, com “figurões” e “pessoas importantes” que seriam possíveis suspeitos, Paulo Nogueira afirmou, durante entrevista, estar chateado com as insinuações que tem sido feitas a seu respeito.

Imagem: Manuela Coelho do GP1Promotor Eliardo Cabral.(Imagem:Manuela Coelho do GP1)Promotor Eliardo Cabral

Paulo Nogueira disse que falta coragem aos promotores em anunciar o nome do suspeito de quem tanto falam. “Eles têm que ter a coragem de dizer, de denunciar por escrito, eles podem fazer isso, porque uma hora diz que foi um homicídio, outra hora diz que foi um engenheiro, outra hora que foi queima de arquivo porque ela estava envolvida com o tráfico de mulheres, depois diz que um vídeo de um ‘bacanal’ mostra um figurão importante. A polícia não pode trabalhar assim”, diz o delegado. “Os promotores nunca fizeram sequer um pedido formal pedindo esclarecimentos em relação ao inquérito. Pois então enviem, apontem os nomes e mostrem as provas que elucidam o caso, o vídeo de que falam”, disse Paulo Nogueira.

Paulo Nogueira atestou que o promotor não conhece o caso como disse conhecer: “Ele [Eliardo Cabral] nunca leu uma linha sequer dos autos, eles confiaram até na minha leitura, eles não leram nenhuma página, e toda vez que queriam saber de algo sobre o caso ou eu ou algum policial é que líamos para eles”, disse o delegado.

Imagem: ReproduçãoDelegado Paulo Nogueira(Imagem:Reprodução)Delegado Paulo Nogueira

O delegado reconheceu também que houve falha quanto à coleta de provas. “As provas no local do crime só foram colhidas uma semana depois. Houve uma comoção inicial, alguém disse ‘essa menina morreu aqui, foi morta aqui’. Isso fechou os olhos até dos peritos que chegaram lá naquele momento. Não olharam pra cima do prédio. Um corpo encontrado na base de um edifício era no mínimo pra terem pensado na possibilidade. Por isso infelizmente só foram colhidas provas uma semana depois”, finalizou Paulo Nogueira.

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