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Piauí

Teresina se transforma na capital de obras abandonadas

São as obras de reforma do Centro de Convenções, do Parque Poticabana e do Fórum Central de Teresina.

Enquanto as capitais do Nordeste se transformam em verdadeiros canteiros de obras, em grande parte por investimentos dos governos impulsionados ou não pela realização da Copa de 2014, Teresina se transformou em cemitério de obras inacabadas. Somente em três delas, duas que se arrastam há quase 10 anos e uma há três anos, estão envolvidos recursos da ordem de mais de R$ 60 milhões. São as obras de reforma do Centro de Convenções, do Parque Poticabana e do Fórum Central de Teresina.

As duas primeiras estão sendo tocadas através de uma parceria entre Governo do Estado e Governo Federal; a terceira é de responsabilidade do Poder Judiciário. Ainda consta na lista de obras que nunca chegaram ao fim em Teresina o projeto Cidade Detran, a reforma do Ginásio de Esportes Verdão e do próprio estádio Albertão, que tiveram os projetos iniciais modificados para poderem ser entregues. No caso da Cidade Detran, por exemplo, o projeto de construção e integração de uma Vila Olímpica junto com o Albertão foi abandonado.

Os reflexos dessa situação prejudicam diretamente a população no acesso à Justiça, ao lazer, economia, afetando o setor turístico e ainda gerando prejuízo financeiro para o Estado. O fechamento do Centro de Convenções para reforma faz com que o próprio Governo tenha que alugar locais para realizar eventos como reuniões, seminários encontros de trabalho, campanhas etc. Pior: a obra em questão foi paralisada e o Governo iniciou o processo de rescisão do contrato com a construtora por erros na construção. Nova licitação vai ser feita para retomada dos serviços.

No caso do Parque Poticabana, a população que ficou sem acesso ao lazer é a mais prejudicada. O problema do Parque Poticabana vem desde o primeiro mandato do ex-governador Wellington Dias (2003/2010), quando o local foi alvo de disputa judicial por conta da cessão à Fecomércio (Federação do Comércio do Piauí), realizada ainda no Governo Hugo Napoleão (2001/2002). O local foi então fechado, as piscinas desativadas e passou a ser usado somente para a realização de feiras e eventos, como o caso do Festival de Folguedos.

De acordo com o Governo, a reforma efetiva da Poticabana começou em 2008, quando se investiu no projeto original, composto de quadras de esporte, anfiteatro, restaurante e parque aquático com piscina de ondas, piscina infantil e toboágua. Com informações do Diário do Povo.

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