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Detentas da Penitenciária Feminina de Teresina vão produzir fardas para o sistema prisional

O curso foi realizado no período de 24 de outubro a 04 de novembro, através de parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Secretaria Estadual de Justiça.

A profissionalização dos detentos do sistema prisional é uma das metas do secretário Estadual de Justiça, Henrique Rebêllo. Nesta quinta-feira (10) foram entregues certificados do curso de corte e costura para 17 detentas da Penitenciária Feminina de Teresina. O curso foi realizado no período de 24 de outubro a 04 de novembro, através de parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Secretaria Estadual de Justiça.

A gerente da Penitenciária Feminina, Geracina Olímpio de Melo, informou que o nível de satisfação das internas é muito grande, após a implantação dos cursos, que garantem profissionalização para elas. “Quando saírem daqui, onde estiverem elas terão oportunidade de emprego o que evita que voltem a praticar delitos. Isso é muito importante para seus familiares e para a sociedade”, explicou Geracina Melo.

Ressocialização
Durante a entrega dos certificados, o secretário Henrique Rebêllo agradeceu o desempenho da equipe que trabalha na ressocialização dos detentos, tendo à frente a diretora de Humanização e Reintegração Social, Rosângela Queiroz. Ele agradeceu também ao superintendente do Senar, Paulo Emílio, que tem atendido aos pedidos da secretaria sempre que é solicitado a realização de curso profissionalizante.

O secretário aproveitou para destacar o trabalho realizado pela gerência da Casa de Custódia, que conseguiu reduzir em 80% a entrada de celulares, baterias, drogas e armas naquela unidade penal. Isso foi possível após implantação do cadastro de visitas.
Produção de fardas
Após o curso de corte e costura as detentas da Penitenciária Feminina vão produzir as fardas de todo o sistema prisional do Estado. Inicialmente serão produzidos 80 calças, 980 bermudas e 240 blusas de malha para as próprias internas. “O objetivo é estender a produção de fardas para todo o sistema prisional”, informou Rosângela Queiroz.

Mesmo com uma filha de poucos meses, a interna Maria Antonieta Leite Brito já participou de diversos cursos e considera a oportunidade muito importante, inclusive para remissão da sua pena e para conseguir trabalho após receber o alvará de soltura.

A interna Jadna Raquel, que chegou recentemente ao sistema, também participou do curso de corte e costura e declara que a profissionalização é importante, pois dessa forma conseguirá trabalho ao ganhar a liberdade. “Eu já tinha experiência em corte e costura e com este curso aprendi muito mais”, garantiu Jadna.

Em 2011, as detentas da Penitenciária Feminina participaram de diversos cursos como Produção de Salgados, Panificação, Cabeleireiro, Culinária Regional, Empreendedorismo e Corte e Costura.

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