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Polícia Federal concede pela primeira vez entrevista sobre o Caso Fernanda Lages

Em pronunciamento conjunto com os promotores de Justiça Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha, eles falaram sobre a metodologia de investigação da morte da estudante.

A Polícia Federal realizou na manhã de hoje (17), uma entrevista coletiva para a imprensa, no auditório da Superintendência da Polícia Federal (Av. Maranhão - Teresina). Na oportunidade, representantes da PF, em pronunciamento conjunto com os promotores de Justiça Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha, falaram sobre a metodologia de investigação da morte da estudante Fernanda Lages, encontrada morta no canteiro de obras do Ministério Público Federal, dia 25 de agosto, de agora em diante.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Polícia Federal concede entrevista sobre o Caso Fernanda Lages(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Polícia Federal concede entrevista sobre o Caso Fernanda Lages
A participação da Polícia Federal no Caso Fernanda Lages foi confirmada na terça-feira (15), quando o juiz Antônio Noleto, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina, autorizou a entrada da Polícia Federal na investigação.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Delegado da PF Olegário nUNES, Promotor Ubiraci Rocha, Superintendente da PF Nivaldo Farias e Promotor Eliardo Cabral(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Delegado da PF Olegário nUNES, Promotor Ubiraci Rocha, Superintendente da PF Nivaldo Farias e Promotor Eliardo Cabral
O superintendente Nilvado Farias Almeida ressaltou durante entrevista coletiva que não permitirá a influência de políticos dentro da Polícia Federal e que não tem o objetivo de aparecer e nem de fazer política dentro da policia. Segundo ele as duas coisas não se misturam e que esse tipo de ação não será permitido dentro da Polícia Federal e na investigação acerca da morte de Fernanda Lages.

“Polícia e política proporciona uma mistura explosiva. A possibilidade de gerência política é zero. Meu cargo depende de concurso e de mais ninguém, isso me dá convicção plena de independência”, disse o superintendente da Polícia Federal Nivaldo Farias.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Superintendente da Polícia Federal Nivaldo Farias(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Superintendente da Polícia Federal Nivaldo Farias

Portanto o superintendente da PF, disse que a instituição vai agir em sigilo e que o delegado que assumir o caso é quem vai tratar de como vai proceder na tentativa de elucidar o caso. E demonstrando total independência, o delegado que irá presidir o inquérito virá de outro Estado. Segundo ele, a nomeação do delegado deve acontecer entre esta quinta e a próxima segunda-feira (21).

“A PF tem mais de 12 mil homens e qualquer um está pronto para trabalhar. Não vou entrar no mérito das investigações. Isso cabe ao delegado que vai ser designado", disse Nilvado esclarecendo ainda que a escolha dos componentes se dará em âmbito nacional e que não serão divulgados os nomes dos policiais e nem do delegado responsável pelo caso.

Nivaldo Farias falou ainda que não vai fazer nenhum comentário em relação ao inquérito da Polícia Civil. “Não cabe a mim avaliar o trabalho da Polícia Civil do Estado. Não temos esse papel de dizer se A ou B trabalhou bem ou mal. A PF só entrou no caso, por causa da portaria enviada pelo Ministério da Justiça”.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Superintendente da PF com os promotores de Justiça(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Superintendente da PF com os promotores de Justiça

O superintendente finalizou sua falar dizendo que “a busca da Polícia Federal é buscar a verdade, de preferência que convença a sociedade”, mas que essa não é a prioridade da instituição.

Os delegados da PF afirmaram, por determinação da lei, que a partir de agora só irão se pronunciar por meio da imprensa quando a investigação foi concluída, apresentando assim suas conclusões.

Ministério Público Estadual
Os promotores informaram que agora irão trabalhar em harmonia com a Polícia Federal e que tomarão outra postura e serão mais discretos para não atrapalhar nas investigações.. “O propositor maior, o desejo, é alcançar e chegar a uma resposta que esta engasgada na garganta de todos nós. Estamos confiantes nessa nova fase, já que essa instituição não é presa a ninguém, é independente”, disse o promotor de Justiça Eliardo Cabral.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Promotor Eliardo Cabral(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Promotor Eliardo Cabral
Prazo da Polícia Federal
O promotor Ubiraci Rocha falou que a entrada a Policia Federal no caso Fernanda Lages, foi devido a uma insatisfação por parte do Ministério Público Estadual e que a PF tem prazo de 30 dias para concluir o inquérito de apuração da morte de Fernanda Lages, mas que pode ser prorrogado por mais um mês até que a morte da estudante seja elucidada.

“Essa reunião de delegados da PF e promotores do MP é um momento único, já que são duas instituições que se respeitam e querem o mesmo objetivo. Se não fosse a luta do Ministério Público, esse caso teria sido encerrado”.
Imagem: Manuela Coelho/GP1Promotor Ubiraci Rocha(Imagem:Manuela Coelho/GP1)Promotor Ubiraci Rocha

Ubiraci falou ainda que o Ministério Público não tinha informações da investigação da Polícia Civil, o que causava estranheza.

“O Ministério Público Estadual não tinha informações da investigação anterior e no outro dia toda a imprensa tinha. Isso causava uma sensação que algo estava sendo escondido”, disse Ubiraci ao dizer que agora estão em outro momento e que espera a verdade da Polícia Federal.

Imagem: ReproduçãoFernanda Lages.(Imagem:Foto: Reprodução)Fernanda Lages.


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