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Jô Soares entrevista perito-papiloscopista José Luis Lopes do Instituto de Identificação de Brasília

De acordo com o perito o Instituto de Identificação de Brasília foi escolhido como um dos que mais resolve crimes no mundo.

O papiloscopista José Luis Lopes do Instituto de Identificação de Brasília esteve nesta terça-feira (8) no Programa do Jô Soares para falar sobre o trabalho do papiloscopista.
José Luis explicou a diferença entre papiloscopista e datiloscopista. “O papiloscopista, ele abrange maior número de ações, por que a datiloscopia envolvia apenas as impressões digitais das mãos e com a papiloscopia envolve mãos, palmar, pantar, quer dizer o pé também deixa impressão digital no local do crime, a palma da mão também deixa”, explicou.

Imagem: ReproduçãoPerito José Luis em entrevista ao Jô Soares(Imagem:Reprodução)José Luis em entrevista ao Jô Soares


De acordo com José Luis, o Instituto de Identificação de Brasília foi escolhido como um dos que mais resolve crimes no mundo: “A cada 100 locais de crimes que nós vamos, 25% são resolvidos em pouco tempo e o restante dá fragmentos pra gente continuar resolvendo”, completou José Luis.

Para que haja o aumento do número de crimes solucionados no Brasil, José Luis disse que é importante a comunicação entres todos os estados: “O que a gente busca hoje é uma comunicação entre os estados porque a pessoa pratica um crime hoje no estado de São Paulo e se ele for pra Brasília e os sistemas não estão interligados ainda, vai ser muito complicado a gente, através da papiloscopia, descobrir isso”.

Veja abaixo o vídeo completo da entrevista

Jô Soares entrevista perito-papiloscopista José Luiz Lopes


A importância do conhecimento técnico para ser um perito

Ouvir a entrevista do perito papiloscopista do Instituto de Identificação de Brasília é enxergar ainda com mais nitidez o abismo que distancia a estrutura de outros Institutos do país e o do Piauí.

Não é preciso ser técnico para notar a importância de se investir em tecnologia, estrutura e capacitação de pessoal para que um Instituto da importância do nosso funcione adequadamente e atenda as necessidades da sociedade. E não é somente em relação ao perito-papiloscopista [que por sinal é um profissional em falta no nosso estado], é um fato que abrange todas as especialidades periciais.

No Piauí o que se vê não é o reconhecimento e o investimento na melhoria da segurança pública como um todo, em especial no que diz respeito aos profissionais da perícia, pelo contrário, o que se vê são funcionários sendo transformados e legalizados como peritos, trabalhando sem ter passado pela especialização necessária, sem o conhecimento técnico e, o pior, muitos funcionários que sequer peritos são e estão nas ruas periciando, realizando o que não é de sua função. Tudo isso que fere a Constituição e impede o desempenho satisfatório da perícia do estado do Piauí, como mostra essa matéria que denuncia que não foram peritos que realizaram a pericia do local onde a estudante Fernanda Lages Veras foi encontrada morta em 25 de agosto de 2011. Clique aqui e veja na íntegra a matéria.

E não é preciso muito esforço para mostrar o quanto o Instituto de Criminalística do Piauí e a segurança pública como um todo estão longe de alcançar um nível satisfatório como é o caso do de Brasília. Não é preciso muito esforço para provar que a falta de estrutura em todos os aspectos é gritante. Não é preciso muito esforço, pois o Caso Fernanda Lages diz tudo por si só.

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