A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), que gerencia e financia, com contrapartida do Governo do Piauí, o Projeto Geratec, realizou durante toda esta quarta-feira (11), uma avaliação técnica do andamento do projeto firmado em dezembro de 2008 em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi).
A Finep aplicará em um período de três anos, podendo ser prorrogado por mais 24 meses, cerca de R$ 5 milhões, que já estão sendo utilizados para construção e reforma de laboratórios, compra de equipamentos, aquisição de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, voltados para o desenvolvimento de pesquisas do projeto Geratec, sigla para Núcleo Interinstitucional de Estudos e Geração de Novas Tecnologias para o Fortalecimento do Arranjo Produtivo Local do Babaçu.
Pela manhã, a analista de projetos da Finep, Maria Helena dos Santos, e o consultor do órgão, prof. Cláudio Ruy Fonseca, da Universidade Estadual da Amazônia e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) visitaram os laboratórios na UFPI, Ifpi e Uespi, que estão recebendo recursos do Geratec.
Maria Helena disse que teve boas impressões durante as visitas às instituições. O parecer deverá sair em 30 dias. “Meu trabalho é observar o que já foi adquirido com os recursos já enviados, se está havendo dificuldades e de que ordem são elas para a execução do projeto e se o Estado está envolvido na estruturação de C&T do projeto, afinal esse projeto não é isolado, precisa estar vinculado às ações prioritárias do Estado. O Geratec veio para estruturar todo o sistema voltado para a cadeira produtiva do babaçu, de forma que as pesquisas possam impactar na melhoria de vida das pessoas”, explica a analista da Finep.
O consultor Cláudio Ruy Fonseca disse que o projeto tem como transformar as pesquisas em produtos. “Isso é fundamental, pois o Brasil tem muita produção científica em relação à América Latina, mas em relação à inovação ainda é inexpressivo em relação a tantos outros países, como a Coreia do Sul, país que deu um salto no registro de patentes, a partir dos anos de 1980, deixando o Brasil bem aquém”. O professor Cláudio tem razão.
Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em 2010, os pedidos internacionais de patentes do país caíram 14,4%. Em comparação, progrediram 56,2% na China, 20,5% na Coreia do Sul, e 15,4% na Índia. Esse retrospecto negativo tem várias explicações, uma delas é que o país investe apenas 1% do seu PIB em ciência, tecnologia e inovação; os sul-coreanos injetam no setor um pouco menos que 3%, o que os fizeram multiplicar em 100 vezes o número de registros, enquanto o Brasil apenas dobrou, nos últimos anos.
Para o coordenador geral do Projeto Geratec, prof. dr. em Química da Uespi, Nouga Cardoso Batista, com o projeto muitas pesquisas em várias áreas estão surgindo e possivelmente em um futuro próximo deverão surgir tecnologias e até produtos gerados a partir do babaçu, palmeira que ainda tem muito a ser estudada e que já é muito importante economicamente para o Piauí.
Na parte da tarde, os coordenadores e bolsistas dos cinco Subprojetos do Geratec, além do secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Estado (Sedet), Warton Santos, a presidente da Fapepi, Bárbara Olímpia de Melo, e o reitor da Uespi, Carlos Alberto Pereira, se reuniram para uma exposição mais técnica do projeto que foi apresentada aos avaliadores da Finep. “Esse evento foi muito positivo por alguns aspectos. Primeiro porque consiste na parceria entre as instituições envolvidas, Uespi, UFPI e Ifpi, e também porque estreitou o diálogo entre a Sedet, Fapepi e Finep. Outro aspecto foi que pudemos constatar o engajamento dos pesquisadores, bem como o avanço nas metas pretendidas pelo projeto; por fim, parabenizamos o excelente trabalho em equipe resultante de todas as coordenações envolvidas”, destacou a presidente da Fapepi.
A Finep aplicará em um período de três anos, podendo ser prorrogado por mais 24 meses, cerca de R$ 5 milhões, que já estão sendo utilizados para construção e reforma de laboratórios, compra de equipamentos, aquisição de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, voltados para o desenvolvimento de pesquisas do projeto Geratec, sigla para Núcleo Interinstitucional de Estudos e Geração de Novas Tecnologias para o Fortalecimento do Arranjo Produtivo Local do Babaçu.
Pela manhã, a analista de projetos da Finep, Maria Helena dos Santos, e o consultor do órgão, prof. Cláudio Ruy Fonseca, da Universidade Estadual da Amazônia e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) visitaram os laboratórios na UFPI, Ifpi e Uespi, que estão recebendo recursos do Geratec.
Maria Helena disse que teve boas impressões durante as visitas às instituições. O parecer deverá sair em 30 dias. “Meu trabalho é observar o que já foi adquirido com os recursos já enviados, se está havendo dificuldades e de que ordem são elas para a execução do projeto e se o Estado está envolvido na estruturação de C&T do projeto, afinal esse projeto não é isolado, precisa estar vinculado às ações prioritárias do Estado. O Geratec veio para estruturar todo o sistema voltado para a cadeira produtiva do babaçu, de forma que as pesquisas possam impactar na melhoria de vida das pessoas”, explica a analista da Finep.
O consultor Cláudio Ruy Fonseca disse que o projeto tem como transformar as pesquisas em produtos. “Isso é fundamental, pois o Brasil tem muita produção científica em relação à América Latina, mas em relação à inovação ainda é inexpressivo em relação a tantos outros países, como a Coreia do Sul, país que deu um salto no registro de patentes, a partir dos anos de 1980, deixando o Brasil bem aquém”. O professor Cláudio tem razão.
Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em 2010, os pedidos internacionais de patentes do país caíram 14,4%. Em comparação, progrediram 56,2% na China, 20,5% na Coreia do Sul, e 15,4% na Índia. Esse retrospecto negativo tem várias explicações, uma delas é que o país investe apenas 1% do seu PIB em ciência, tecnologia e inovação; os sul-coreanos injetam no setor um pouco menos que 3%, o que os fizeram multiplicar em 100 vezes o número de registros, enquanto o Brasil apenas dobrou, nos últimos anos.
Para o coordenador geral do Projeto Geratec, prof. dr. em Química da Uespi, Nouga Cardoso Batista, com o projeto muitas pesquisas em várias áreas estão surgindo e possivelmente em um futuro próximo deverão surgir tecnologias e até produtos gerados a partir do babaçu, palmeira que ainda tem muito a ser estudada e que já é muito importante economicamente para o Piauí.
Na parte da tarde, os coordenadores e bolsistas dos cinco Subprojetos do Geratec, além do secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Estado (Sedet), Warton Santos, a presidente da Fapepi, Bárbara Olímpia de Melo, e o reitor da Uespi, Carlos Alberto Pereira, se reuniram para uma exposição mais técnica do projeto que foi apresentada aos avaliadores da Finep. “Esse evento foi muito positivo por alguns aspectos. Primeiro porque consiste na parceria entre as instituições envolvidas, Uespi, UFPI e Ifpi, e também porque estreitou o diálogo entre a Sedet, Fapepi e Finep. Outro aspecto foi que pudemos constatar o engajamento dos pesquisadores, bem como o avanço nas metas pretendidas pelo projeto; por fim, parabenizamos o excelente trabalho em equipe resultante de todas as coordenações envolvidas”, destacou a presidente da Fapepi.
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