Dia 25 de Maio é o Dia da Indústria e o setor no Piauí está crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, em variados campos, atraindo diversas empresas nacionais e estrangeiras que se instalam na capital e interior. Atualmente, o ramo industrial é responsável por 16,19% do Produto Interno Bruto do Estado e empregou direta e indiretamente 2.633 pessoas, de janeiro até a primeira quinzena de maio de 2011, levando-se em conta apenas as indústrias que receberam incentivo fiscal.
“Estamos investindo e acreditamos que o setor industrial será muito importante para o desenvolvimento do Piauí daqui para frente. Estamos trabalhando incansavelmente para atrair mais empreendimentos , modernizando a legislação e dando o suporte em infraestrutura. Já temos resultados importantes como a Suzano e várias outras que estão em processo de estudo ou já de estruturação no Estado”, destaca o governador Wilson Martins.
Os distritos industriais de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Piripiri são os que mais se destacam no Piauí. O polo industrial de têxtil de Piripiri, por exemplo, emprega, segundo dados da Associação Comercial e Industrial da cidade (ACIP), aproximadamente 20 mil pessoas - um terço da população da cidade - e fabrica mais de 100 milhões de peças de vestuário por ano. “São 37 indústrias formais e mais de 100 de fundo de quintal que terceirizam os serviços, gerando milhares de empregos desde o proprietário até as sacoleiras. Quase 100% do que é produzido aqui vai para outras cidades do Piauí, e também para o Maranhão, Tocantins, Pará e Ceará”, conta o presidente da ACIP, Cláudio Cândido.
Grandes indústrias já estão em território piauiense como a Bunge que atua no beneficiamento de soja em Uruçuí; a Nassau, que produz cimento em Fronteiras; a Vale do Rio Doce que prepara-se para iniciar a extração de minérios em Capitão Gervásio Oliveira. Mas certamente, um dos maiores empreendimentos do Estado é a instalação da Suzano Papel e Celulose, que chegou instalou seu viveiro em Monsenhor Gil e tem plantações de eucalipto em diversos municípios, já gerando impacto na economia do Estado, antes da instalação de sua fábrica, cuja inauguração está prevista para 2014 em Palmeirais. No total, a empresa irá gerar 18 mil empregos diretos e indiretos e fará o PIB do Estado crescer 15%.
Além das indústrias de transformação, têxteis, bebidas, cimento, açúcar e álcool, beneficiamento de soja, e de extração vegetal, destaca-se a produção de mel, caju, cera de carnaúba, couros e peles, medicamentos, indústria cerâmica, química e de alimentos. Para a mineração, estudos geológicos apontam para a existência de ocorrências minerais com grande potencial econômico: mármore, amianto, ardósia, talco, vermiculita, ferro e gemas (opala e diamante).
Caminho
A instalação destes empreendimentos depende de uma série de fatores que tornem o Estado atraente aos grupos externos e possibilite o surgimento de iniciativas produtivas dentro do próprio Piauí. Segundo o presidente da Associação Industrial Piauiense (AIP), Ezequias Costa, as indústrias ainda podem crescer muito mais e ter uma participação maior na economia do Estado. “Para isso, é preciso, sobretudo, aumentar o número de estradas e melhorar o fornecimento de energia elétrica e garantir a produção”, diz
Uma série de obras estão sendo realizadas pelo governo do Estado para garantir a infraestrutura necessária às indústrias. A rodovia Transcerrados está completamente transitável; a Ferrovia Transnordestina avança realizando as desapropriações; no Porto de Luis Correia está sendo realizado o alargamento do cais. Está em fase de conclusão o projeto de revitalização da ferrovia entre Teresina e Luis Correia. O projeto do rodoanel da capital que ligará as BRs 316 e 343 foi terminado e estão sendo reformados trechos de diversas rodovias de Norte a Sul do Estado. Além das ampliações e reforma dos aeroportos de Parnaíba, Teresina e São Raimundo Nonato.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Warton Santos ressalta que o setor energético também é um ponto trabalhado pela gestão estadual. “Estamos atentos para inaugurarmos em Teresina subestações de energia elétrica para garantir o fornecimento às empresas tanto do pólo industrial sul quanto no pólo industrial norte que está sendo construído com incentivo do governo do Estado”, diz.
Rompendo fronteiras
Um outro objetivo da produção do Estado é não só atender o consumo interno como também expandir a venda de produtos para o exterior. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba encontra-se em fase de construção, desperta interesse de grandes empresas e deve retomar a vocação industrial histórica da região litorânea do Piauí quando for oficialmente inaugurada no ano que vem. Pelo menos 80% de tudo o que for produzido ali será voltado para o comércio externo e contará com uma série de benfeitorias para agilizar o processo de exportação, como legislação própria e estrutura alfandegária da Receita Federal.
“Além da ZPE, o governo está com projetos pilotos para agilizar o sistema alfandegário na capital, em Picos e outras cidades do Estado a fim de incrementar nossas exportações”, diz o secretário Warton Santos. Ele cita a retomada da parceria com os Correios para disseminação o programa Exportafácil que facilita a o envio de produtos com até 30kg e valor de até US$ 50 mil para o exterior. O objetivo é atingir, sobretudo, os setores de jóias com opala, confecções e artesanato.
As conversas do governo com a Receita Federal também estão adiantadas para viabilizar a instalação de uma Delegacia Federal da Agricultura em Picos, São Raimundo Nonato e Simplício Mendes. O mel, que é um dos principais produtos exportados pelo Piauí, terá sua venda dinamizada com a instalação destas unidades que agilizam os despachos aduaneiros.
A rede Terminais de Logística de Carga (Teca) da Infraero também pode facilitar a exportação das indústrias instaladas no Piauí. O terminal do aeroporto de Teresina será ampliado e atualmente está sendo feito um esforço para identificar as demandas dos empresários piauienses.
“Estamos investindo e acreditamos que o setor industrial será muito importante para o desenvolvimento do Piauí daqui para frente. Estamos trabalhando incansavelmente para atrair mais empreendimentos , modernizando a legislação e dando o suporte em infraestrutura. Já temos resultados importantes como a Suzano e várias outras que estão em processo de estudo ou já de estruturação no Estado”, destaca o governador Wilson Martins.
Os distritos industriais de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Piripiri são os que mais se destacam no Piauí. O polo industrial de têxtil de Piripiri, por exemplo, emprega, segundo dados da Associação Comercial e Industrial da cidade (ACIP), aproximadamente 20 mil pessoas - um terço da população da cidade - e fabrica mais de 100 milhões de peças de vestuário por ano. “São 37 indústrias formais e mais de 100 de fundo de quintal que terceirizam os serviços, gerando milhares de empregos desde o proprietário até as sacoleiras. Quase 100% do que é produzido aqui vai para outras cidades do Piauí, e também para o Maranhão, Tocantins, Pará e Ceará”, conta o presidente da ACIP, Cláudio Cândido.
Grandes indústrias já estão em território piauiense como a Bunge que atua no beneficiamento de soja em Uruçuí; a Nassau, que produz cimento em Fronteiras; a Vale do Rio Doce que prepara-se para iniciar a extração de minérios em Capitão Gervásio Oliveira. Mas certamente, um dos maiores empreendimentos do Estado é a instalação da Suzano Papel e Celulose, que chegou instalou seu viveiro em Monsenhor Gil e tem plantações de eucalipto em diversos municípios, já gerando impacto na economia do Estado, antes da instalação de sua fábrica, cuja inauguração está prevista para 2014 em Palmeirais. No total, a empresa irá gerar 18 mil empregos diretos e indiretos e fará o PIB do Estado crescer 15%.
Além das indústrias de transformação, têxteis, bebidas, cimento, açúcar e álcool, beneficiamento de soja, e de extração vegetal, destaca-se a produção de mel, caju, cera de carnaúba, couros e peles, medicamentos, indústria cerâmica, química e de alimentos. Para a mineração, estudos geológicos apontam para a existência de ocorrências minerais com grande potencial econômico: mármore, amianto, ardósia, talco, vermiculita, ferro e gemas (opala e diamante).
Caminho
A instalação destes empreendimentos depende de uma série de fatores que tornem o Estado atraente aos grupos externos e possibilite o surgimento de iniciativas produtivas dentro do próprio Piauí. Segundo o presidente da Associação Industrial Piauiense (AIP), Ezequias Costa, as indústrias ainda podem crescer muito mais e ter uma participação maior na economia do Estado. “Para isso, é preciso, sobretudo, aumentar o número de estradas e melhorar o fornecimento de energia elétrica e garantir a produção”, diz
Uma série de obras estão sendo realizadas pelo governo do Estado para garantir a infraestrutura necessária às indústrias. A rodovia Transcerrados está completamente transitável; a Ferrovia Transnordestina avança realizando as desapropriações; no Porto de Luis Correia está sendo realizado o alargamento do cais. Está em fase de conclusão o projeto de revitalização da ferrovia entre Teresina e Luis Correia. O projeto do rodoanel da capital que ligará as BRs 316 e 343 foi terminado e estão sendo reformados trechos de diversas rodovias de Norte a Sul do Estado. Além das ampliações e reforma dos aeroportos de Parnaíba, Teresina e São Raimundo Nonato.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Warton Santos ressalta que o setor energético também é um ponto trabalhado pela gestão estadual. “Estamos atentos para inaugurarmos em Teresina subestações de energia elétrica para garantir o fornecimento às empresas tanto do pólo industrial sul quanto no pólo industrial norte que está sendo construído com incentivo do governo do Estado”, diz.
Rompendo fronteiras
Um outro objetivo da produção do Estado é não só atender o consumo interno como também expandir a venda de produtos para o exterior. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba encontra-se em fase de construção, desperta interesse de grandes empresas e deve retomar a vocação industrial histórica da região litorânea do Piauí quando for oficialmente inaugurada no ano que vem. Pelo menos 80% de tudo o que for produzido ali será voltado para o comércio externo e contará com uma série de benfeitorias para agilizar o processo de exportação, como legislação própria e estrutura alfandegária da Receita Federal.
“Além da ZPE, o governo está com projetos pilotos para agilizar o sistema alfandegário na capital, em Picos e outras cidades do Estado a fim de incrementar nossas exportações”, diz o secretário Warton Santos. Ele cita a retomada da parceria com os Correios para disseminação o programa Exportafácil que facilita a o envio de produtos com até 30kg e valor de até US$ 50 mil para o exterior. O objetivo é atingir, sobretudo, os setores de jóias com opala, confecções e artesanato.
As conversas do governo com a Receita Federal também estão adiantadas para viabilizar a instalação de uma Delegacia Federal da Agricultura em Picos, São Raimundo Nonato e Simplício Mendes. O mel, que é um dos principais produtos exportados pelo Piauí, terá sua venda dinamizada com a instalação destas unidades que agilizam os despachos aduaneiros.
A rede Terminais de Logística de Carga (Teca) da Infraero também pode facilitar a exportação das indústrias instaladas no Piauí. O terminal do aeroporto de Teresina será ampliado e atualmente está sendo feito um esforço para identificar as demandas dos empresários piauienses.
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