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Historiador Edilson de Araújo encontra jazigo da família de Marquês de Paranaguá no Sul do Piauí

A família de origem portuguesa foi responsável por grande parte da colonização do Sul do Piauí.

Após quatro anos de escavações, o historiador Edilson de Araújo Nogueira finaliza a pesquisa que trará muitas informações para pesquisadores que desejam conhecer um pouco mais sobre a história do Piauí. A 800 Km de Teresina, no município de Parnaguá, foi encontrada a capela onde se encontra enterrada a família do Marquês de Paranaguá, político piauiense de grande influência que governou as províncias de Maranhão, Pernambuco e Bahia no século XIX.

Imagem: Divulgação/GP1Historiador Edilson de Araújo Nogueira (Imagem:Divulgação/GP1)Historiador Edilson de Araújo Nogueira

Na Fazenda Mucambo, localizada no município de Parnaguá, foram encontrados os túmulos dos avós, pais e irmãos de João Lustoza da Cunha, o Marquês de Paranaguá. A família de origem portuguesa foi responsável por grande parte da colonização do Sul do Piauí.

Segundo Edilson Nogueira, o achado dos túmulos dos irmãos do Marquês de Paranaguá - o Barão de Paraim e o Barão de Santa Philomena - é de extrema importância para embasar pesquisas futuras sobre a história do povoamento do Piauí. “O Barão de Paraim foi um homem de grande visão que, inclusive, financiou o envio de tropas com soldados brasileiros para a Guerra do Paraguai”, frisa o pesquisador.

Em razão da importância da descoberta, na manhã desta segunda-feira (31), o deputado estadual Fábio Novo (PT) solicitou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promova uma vistoria no local. “Descobertas como essa devem ser louvadas. A preservação da história do Piauí é uma das nossas principais frentes de trabalho e faremos o possível para preservar aquele local”, diz Novo.

O achado do historiador Edilson Nogueira foi transformado no livro “Mocambo: o berço dos Nobres”, que será lançado dia 15 de julho, na Fazenda Mocambo, onde foi encontrada a antiga capela Nossa Senhora do Rosário que guarda os túmulos da família Cunha Lustoza. “A capela será transformada em museu e guardará relíquias da história piauiense”, finaliza Nogueira.

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