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Consumidores na faixa etária entre 25 a 34 anos lideram o endividamento em Teresina, diz pesquisa

Esta pesquisa contempla também a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas que aumentou em relação a maio, de 34,4% para 35,1%.

Pesquisa realizada em Teresina pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento-IFPD, órgão ligado a FECOMERCIO-PI, em parceria com o BNB, mostra que no mês de junho as compras a prazo recuaram 0,79% em relação ao mês de maio (75,6% em junho ante 76,2% em maio). Em conseqüência disso às dívidas em atraso caíram também, passando de 33,1% em maio para 31,5% em junho e a Inadimplência potencial que é a proporção de consumidores que não terá condições financeiras de honrar os seus compromissos apresentou queda de 25% com relação ao mês anterior (5,6% em maio para 4,2% em junho).

A faixa etária com maior taxa de Endividados na Capital do Piauí é a de 25 a 34 anos que atingiu em junho 83,1% dos entrevistados alcançados pelos nossos pesquisadores de campo. A taxa percentual de consumidores com dívidas em atraso que já chegou a alcançar 44,9% em agosto de 2010, a pesquisa está apontando um índice de 31,5% em junho do corrente. Foram os gastos inesperados como doença, separação etc. os principais motivos que levaram os consumidores de Teresina a atrasarem as suas dívidas, citados por 31,9% dos entrevistados. Em segundo lugar, 30,9%, responderam à falta de controle financeiros dos próprios consumidores e 16,0% encontram-se desempregados.

Esta pesquisa contempla também a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas que aumentou em relação a maio, de 34,4% para 35,1%. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores com renda familiar acima de 10 salários mínimos (37,1%) e nível de escolaridade Ensino Fundamental (42,4%).

Os tipos de bens ou serviços comprados a prazo assumindo dívidas. Em primeiro lugar com 26,8% alimentação. Segue-se vestuário com 25,2%, educação com 14,3%, eletrodoméstico com 13,9% , compra de veículo com 13,7%, aluguel residencial com 11,6% , eletroeletrônico com 10,6% e móveis residenciais com 10,3%.

A forma de pagamento, o cartão de crédito disparou com 54,0%. Carnês de loja, com 24,4%, financiamento bancário em 19,3% e Empréstimo Pessoal, 8,0%. Os pagamentos realizados através de cheques pré datados (3,0%) e cheques especiais (1,2%) praticamente insignificantes.

Os tipos de despesas que mais afetaram os débitos vêm encabeçados pelos supermercados (53,2%), educação (22,9%), habitação (20,1%), vestuário (17,5%), veículo (16,1%), eletrodoméstico (9,8%), tratamento de saúde (9,3%). Eletroeletrônicos e Móveis foram pouco citados com 6,5% e 6,0% respectivamente.

Enfim, os motivos da queda do Endividamento, ou seja, da vontade de comprar o prazo, mencionados pelos próprios consumidores em primeiro lugar pode-se citar os esforços do governo para baixar a inflação principalmente encarecimento dos créditos. Mais informações pelo site www.fecomercio-pi.org.br.


Esta informação nos chega, no momento em que a Confederação Nacional do Comércio divulga os resultados de JUNHO de 2011 das pesquisas nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Conforme o texto a seguir:

“A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, quinta-feira, 16 de junho, os resultados das pesquisas nacionais de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional) e de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), referentes a JUNHO de 2011.

Não haverá coletiva de imprensa. Os economistas Bruno Fernandes e Marianne Hanson atenderão os jornalistas pelo telefone (21) 3804 9200, ramais 471 e 414.
Informações sobre a pesquisa estarão disponíveis no site www.cnc.org.br às 10 horas. “No mesmo horário, serão enviadas as análises e tabelas para os jornalistas, por e-mail.”

PEIC e ICF: bons resultados não revertem alta do endividamento

O nível de endividamento das famílias brasileiras, medido pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional), ficou em 64,1% em junho, o que representa estabilidade em relação aos 64,2% registrados em maio. Apesar disto, o endividamento apresenta forte alta na comparação com os 54,0% verificados no mesmo período de 2010.

Em junho, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso ficou em 23,3%, voltando a recuar tanto em relação ao mês anterior (24,4%) quanto na comparação anual (23,5%). Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar seus débitos ficou em 8,4% - uma ligeira queda em relação a maio (8,6%) e uma alta considerável em relação ao mesmo período do ano anterior (7,8%).

Já a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou uma leve alta em junho, em relação a maio: 130,8 pontos, ou 0,7%. Com exceção do item “compras a prazo”, que teve queda de 0,4%, todos os componentes do indicador tiveram altas. Mas o resultado mensal não foi capaz de indicar a reversão da desaceleração do consumo em 2011. Na comparação com o mesmo mês de 2010, o ICF teve retração de 1,7%.

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