Audiência pública realizada na manhã dessa segunda-feira (27), no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, discutiu a situação das estradas da zona rural de Teresina. A audiência foi requerida pelo promotor Fernando Santos após receber inúmeras reclamações sobre o estado precário no qual se encontram as vias. No encontro, os presidentes das associações de moradores solicitaram a recuperação das estradas e um projeto emergencial para a execução dessas melhorias à Prefeitura de Teresina.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Povoado Santa Teresa, Raimundo Fernandes, a precariedade das estradas vicinais não permitem a escoação da produção agrícola, dificultam a entrada dos ônibus coletivos e, muitas vezes, prejudicam até que as crianças cheguem às escolas. “Os ônibus que circulam nas nossas estradas quebram quase que diariamente e não são substituídos. A zona rural se encontra hoje abandonada pelo poder público municipal. Conheço 172 comunidades rurais de Teresina e em todas a realidade é a mesma: estradas ruins e população sem assistência”, disse.
O promotor Fernando Santos lembrou que o Ministério Público realiza audiências com a Prefeitura desde maio para tratar sobre melhorias para a zona rural. “Na última segunda-feira, 20 de junho, conversamos sobre a qualidade do abastecimento de água e hoje tratamos sobre a condição das estradas. Queremos uma atitude da Prefeitura de Teresina no sentido de dar melhores condições de vida à população. Se não for possível um acordo, entraremos com uma ação judicial para que Poder Municipal seja obrigado e realizar essas melhorias”, frisou o promotor.
O presidente da Associação de Moradores do Povoado Boqueirão, na zona rural Leste, Gilton Francisco Soares, se disse desiludido com a Prefeitura de Teresina, pois só são feitas ações para melhorar as comunidades da zona rural no período eleitoral. “Esse ano estamos lutando para recapear nossas estradas e a Prefeitura diz que não tem dinheiro. Tenho certeza que esse dinheiro vai aparecer no próximo ano porque tem eleição”.
Representando a Prefeitura de Teresina, a superintendente de Desenvolvimento Rural, Claceana Landim, disse que existe um cronograma de recuperação das estradas que está sendo devidamente cumprido. No entanto, em virtude da grande demanda, os serviços não são feitos com a rapidez desejada pelos moradores.
“Teresina possui uma malha viária de 600 Km na zona rural, sendo que apenas 57 Km das estradas são asfaltadas. Ou seja, todos os anos temos que recuperar mais de 540 Km de vias. Não é um trabalho fácil e que demanda muitos recursos do Tesouro Municipal”, afirmou.
A superintendente citou algumas estradas que estão sendo recuperadas, como os trechos entre o Todos os Santos e a Taboca do Pau Ferrado, do povoado Santana à Boquinha, da Tapuia à Cajaíba, além de ruas na região da Cerâmica Cil. Claceana Landim falou ainda sobre as estradas que estão previstas para serem recuperadas nas comunidades Fazenda Soares, Santa Luz, Nova Cajaíba e o trecho do Povoado Esperança até a Boa Hora.
No entanto, para a maioria dos presidentes das associações, os trechos são pequenos e não vale mais a pena discutir as obras do Orçamento Popular na zona rural, pois muitas delas não são executadas. Os moradores lamentaram ainda a ausência do prefeito Elmano Férrer na audiência.
Imagem: Divulgação/GP1
Audiência pública discute melhorias de estradas da zona rural de Teresina
Audiência pública discute melhorias de estradas da zona rural de TeresinaSegundo o presidente da Associação de Moradores do Povoado Santa Teresa, Raimundo Fernandes, a precariedade das estradas vicinais não permitem a escoação da produção agrícola, dificultam a entrada dos ônibus coletivos e, muitas vezes, prejudicam até que as crianças cheguem às escolas. “Os ônibus que circulam nas nossas estradas quebram quase que diariamente e não são substituídos. A zona rural se encontra hoje abandonada pelo poder público municipal. Conheço 172 comunidades rurais de Teresina e em todas a realidade é a mesma: estradas ruins e população sem assistência”, disse.
O promotor Fernando Santos lembrou que o Ministério Público realiza audiências com a Prefeitura desde maio para tratar sobre melhorias para a zona rural. “Na última segunda-feira, 20 de junho, conversamos sobre a qualidade do abastecimento de água e hoje tratamos sobre a condição das estradas. Queremos uma atitude da Prefeitura de Teresina no sentido de dar melhores condições de vida à população. Se não for possível um acordo, entraremos com uma ação judicial para que Poder Municipal seja obrigado e realizar essas melhorias”, frisou o promotor.
O presidente da Associação de Moradores do Povoado Boqueirão, na zona rural Leste, Gilton Francisco Soares, se disse desiludido com a Prefeitura de Teresina, pois só são feitas ações para melhorar as comunidades da zona rural no período eleitoral. “Esse ano estamos lutando para recapear nossas estradas e a Prefeitura diz que não tem dinheiro. Tenho certeza que esse dinheiro vai aparecer no próximo ano porque tem eleição”.
Representando a Prefeitura de Teresina, a superintendente de Desenvolvimento Rural, Claceana Landim, disse que existe um cronograma de recuperação das estradas que está sendo devidamente cumprido. No entanto, em virtude da grande demanda, os serviços não são feitos com a rapidez desejada pelos moradores.
“Teresina possui uma malha viária de 600 Km na zona rural, sendo que apenas 57 Km das estradas são asfaltadas. Ou seja, todos os anos temos que recuperar mais de 540 Km de vias. Não é um trabalho fácil e que demanda muitos recursos do Tesouro Municipal”, afirmou.
Imagem: Divulgação/GP1
Audiência pública discute melhorias de estradas da zona rural de Teresina
Audiência pública discute melhorias de estradas da zona rural de TeresinaA superintendente citou algumas estradas que estão sendo recuperadas, como os trechos entre o Todos os Santos e a Taboca do Pau Ferrado, do povoado Santana à Boquinha, da Tapuia à Cajaíba, além de ruas na região da Cerâmica Cil. Claceana Landim falou ainda sobre as estradas que estão previstas para serem recuperadas nas comunidades Fazenda Soares, Santa Luz, Nova Cajaíba e o trecho do Povoado Esperança até a Boa Hora.
No entanto, para a maioria dos presidentes das associações, os trechos são pequenos e não vale mais a pena discutir as obras do Orçamento Popular na zona rural, pois muitas delas não são executadas. Os moradores lamentaram ainda a ausência do prefeito Elmano Férrer na audiência.
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