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Docentes da Universidade Federal Piauí iniciam período letivo com mobilização para construir a greve

Segundo Mário Ângelo, a atual conjuntura de "arrocho salarial dos professores das universidades Federal" justifica a mobilização.

Os professores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizarão assembléia geral na próxima quarta-feira (03) às 9h na ADUFPI onde discutirão a possibilidade de um movimento grevista já que o governo federal não tem estabelecido negociações efetivas com o sindicato nacional (ANDES) para apreciar a proposta de carreira docente e as reivindicações salariais da categoria. Além da construção de uma pauta local de reivindicações para negociar com a administração superior da UFPI.

Imagem: Divulgação/GP1Mário Ângelo(Imagem:Divulgação/GP1)Mário Ângelo

Mário Ângelo presidente da ADUFPI disse que “Na próxima terça-feira (2), o ANDES-SN se reúne com representantes do governo no Ministério do Planejamento para discutir a pauta de reivindicações específica dos docentes das Ifes. nos dias 6 e 7 de agosto, os representantes das entidades sindicais das Universidades Federais se reúnem em Brasília, para avaliar o movimento e as negociações com o governo. A partir deste balanço, as seções sindicais devem planejar ações, ampliando a mobilização com relação à Campanha 2011, e indicar para a categoria a necessidade de greve caso o governo não apresente uma proposta satisfatória.”

Segundo Mário Ângelo, a atual conjuntura de “arrocho salarial dos professores das universidades Federal” justifica a mobilização. Na avaliação feita pelo professor, essa defasagem salarial é explícita quando se compara a remuneração de um professor federal com o de um pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT. Ambos os profissionais com a mesma titulação (Mestre) e a mesma carga horária (40h) não têm salários iguais. O pesquisador do MCT recebe 113% a mais. Em final de carreira, essa diferença aumenta para 149%.

Ainda de acordo com o presidente da ADUFPI, mesmo os professores doutores em Dedicação Exclusiva (DE) têm uma remuneração 25% menor do que os pesquisadores do MCT que trabalham sob o regime de 40h semanais. E não pára por aí: se comparada à remuneração do professor com algumas “carreiras típicas de estado”, observa-se que um pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, em início de carreira, tem um salário 76% superior ao dos docentes.

Nos últimos 15 anos, quase toda a categoria (inde­pendente de classe, titulação e regime de trabalho) registrou esmagadora diminuição nos seus rendimen­tos. Só para se ter uma idéia, os docentes em regime de Dedicação Exclusiva (DE) tomando como base os professores adjuntos, os reajustes que seriam necessários para re­compor o poder de compra variam entre 66,29% (para graduados) e 15,46% (para doutores). Disse Mário Ângelo com base em estudo do DIEESE.

Veja algumas reivindicações

- A garantia de condições de trabalho adequadas ao fazer acadêmico dos docentes, seja quanto às rotinas laborais, seja quanto à existência de condições materiais de espaço físico, equipamentos, transporte, participação em eventos científicos etc.

- Que sejam interrompidas as práticas de assédio moral, banalizadas pela atual gestão da UFPI;

- A falta de iluminação e segurança na UFPI assusta a todos ao final da ultima aula principalmente á noite, no deslocamento as paradas de ônibus.

- falta de sala para os professores;

- laboratórios meramente improvisados ou inexistentes;

- excessiva carga horária (a maioria dos docentes recém-contratados ministra cinco disciplinas diferentes e, não raro, disciplinas para as quais não foram habilitados ou aprovados em concurso);

- Respeito ao Estado Democrático de Direito: Há um caos institucionalizado na administração da UFPI provocando uma insegurança jurídica, pois sentença judicial e recomendações do ministério público Federal são desrespeitadas; Processos administrativos disciplinares são feitos afrontando a legislação; Ausência de regulamentação legal da avaliação de estágio probatório; A prática sistemática de sonegação de documentos públicos; A realização de processos licitatórios irregulares; A prática de pagamentos irregulares em comissões de concurso.

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