Professores da UFPI (Universidade Federal do Piauí) realizam na manhã de hoje (17) manifestação na entrada do campus da universidade. A atividade tem como objetivo a distribuição de material informativo sobre a pauta de reivindicações dos docentes e também o convite para a Assembléia Geral da categoria que poderá deflagrar greve dos professores da UFPI amanhã (18), ás 9h, no auditório da ADUFPI.
A pauta de reivindicação dos professores tem como eixo central a luta em defesa da autonomia universitária, dos salários, carreira e contra a precarização do trabalho docente e uma pauta local que trata dos problemas da UFPI.
De acordo com o presidente da ADUFPI, Mário Ângelo: “Existe um caos institucionalizado na administração superior da UFPI, provocando uma insegurança jurídica, já que sentença judicial e recomendações do Ministério Público Federal são desrespeitadas; não existe regulamentação legal da avaliação de estágio probatório dos professores e o MEC investiga irregularidades que vão de intimidações a mal uso de verba pública, com base em relatórios da CGU e MPF.”
Na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Sindicato Nacional (ANDES-SN), realizada no último sábado (13) em Brasília, os representantes das Seções Sindicais aprovaram por unanimidade, indicativo de greve nacional.
O presidente da ADUFPI Mário Ângelo afirma que “o governo está empurrando a categoria para a greve já que se recusa a repor minimamente os índices de inflação no período, o que poderá rebaixar ainda mais o já desgastado salário dos docentes”. Para ele, é importante que o movimento diga claramente ao governo federal que é necessário conversar seriamente com os professores, valorizar a educação, para que mais uma vez o trabalhador da educação não pague pela crise econômica atual.
"A proposta apresentada pelo governo após meses de protelações é insuficiente e não enfrenta a questão da desvalorização da atividade docente frente a outras categorias do funcionalismo público federal e também não repara as distorções internas existentes na evolução da própria carreira do magistério superior", protestou, Mário Ângelo.
Se confirmado esse panorama, os professores universitários devem acumular perda de pelo menos 10%, somando-se a inflação média de 5% por ano. A corrosão do poder aquisitivo dos docentes, entretanto, deve ser sentida de forma diferente nos diversos níveis da carreira, visto que uma das estratégias utilizadas pelo governo anterior foi conceder aumentos maiores aos professores que estão no topo de carreira, com a criação da classe de Professor Associado.
A pauta de reivindicação dos professores tem como eixo central a luta em defesa da autonomia universitária, dos salários, carreira e contra a precarização do trabalho docente e uma pauta local que trata dos problemas da UFPI.
Imagem: Divulgação/GP1
Mário Ângelo
Mário ÂngeloDe acordo com o presidente da ADUFPI, Mário Ângelo: “Existe um caos institucionalizado na administração superior da UFPI, provocando uma insegurança jurídica, já que sentença judicial e recomendações do Ministério Público Federal são desrespeitadas; não existe regulamentação legal da avaliação de estágio probatório dos professores e o MEC investiga irregularidades que vão de intimidações a mal uso de verba pública, com base em relatórios da CGU e MPF.”
Na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Sindicato Nacional (ANDES-SN), realizada no último sábado (13) em Brasília, os representantes das Seções Sindicais aprovaram por unanimidade, indicativo de greve nacional.
O presidente da ADUFPI Mário Ângelo afirma que “o governo está empurrando a categoria para a greve já que se recusa a repor minimamente os índices de inflação no período, o que poderá rebaixar ainda mais o já desgastado salário dos docentes”. Para ele, é importante que o movimento diga claramente ao governo federal que é necessário conversar seriamente com os professores, valorizar a educação, para que mais uma vez o trabalhador da educação não pague pela crise econômica atual.
"A proposta apresentada pelo governo após meses de protelações é insuficiente e não enfrenta a questão da desvalorização da atividade docente frente a outras categorias do funcionalismo público federal e também não repara as distorções internas existentes na evolução da própria carreira do magistério superior", protestou, Mário Ângelo.
Se confirmado esse panorama, os professores universitários devem acumular perda de pelo menos 10%, somando-se a inflação média de 5% por ano. A corrosão do poder aquisitivo dos docentes, entretanto, deve ser sentida de forma diferente nos diversos níveis da carreira, visto que uma das estratégias utilizadas pelo governo anterior foi conceder aumentos maiores aos professores que estão no topo de carreira, com a criação da classe de Professor Associado.
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