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Semana do Orgulho de Ser de Teresina vai debater políticas públicas para LGBTs e Estado Laico

A temática parte da percepção de que a conquista dos direitos não pode ser feita de maneira irracional, sem se ater ao respeito dos direitos humanos, sociais, sexuais e ambientais.

Cidadania LGBT e sustentabilidade ambiental: para além do consumo. Este o tema central da 7ª Semana do Orgulho de Ser de Teresina que acontecerá de 21 a 26 de agosto. A temática parte da percepção de que a conquista dos direitos não pode ser feita de maneira irracional, sem se ater ao respeito dos direitos humanos, sociais, sexuais e ambientais.

Segundo Marinalva Santana, colaboradora do Grupo Matizes e militante do movimento LGBT no Piauí, a idéia principal da Semana do Orgulho de Ser é chamar a atenção da sociedade e do próprio Estado para as desigualdades sociais e construir uma mobilização para a conquista da igualdade de direitos para os homossexuais.

“O Estado nega direitos à comunidade LGBT que são concedidos aos heterossexuais. O que buscamos é debater, junto com a sociedade, temas que conduzam a uma reflexão direcionada à luta pela igualdade de direitos para todos os cidadãos, independente de classe, cor ou orientação sexual“, explica Marinalva.

Outro ponto abordado pela Semana e que é bastante discutido em meio à comunidade LGBT é o das políticas públicas para homossexuais no Brasil e no Piauí. Para Marinalva Santana, este é o momento propício para sustentar o debate sobre o tema, uma vez que o Estado tem retrocedido em alguns pontos. “As políticas públicas para LGBT estão sucateadas, desmanteladas. No Piauí, por exemplo, foi extinta, no início do ano, a Coordenadoria de Direitos Humanos. A estrutura do Centro de Referência Homossexual é precária e não há uma equipe disciplinada para compor o Centro”, lamenta.

O Estado Laico também será foco de reflexão. As discussões em torno do tema surgem em razão de que, “infelizmente no Brasil a influência da Igreja Católica e Evangélica, com seu discurso altamente conservador, dita o que o Estado deve fazer, contrariando a laicidade deste Estado. O Estado deve atender a todos, sem distinção: ateus, agnósticos e religiosos”, finaliza Marinalva.

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