A guerra de táticas entre manifestantes e empresários marcou o 12º dia de manifestação contra o aumento da passagem e o modelo de integração das linhas do transporte coletivo implantado na capital piauiense. A tarde de hoje (17) foi marcada tanto por mudança na estratégia dos manifestantes quanto dos empresários que mantiveram funcionários à paisana nas ruas.
Estratégia dos manifestantes
O movimento #ContraoaumentoTHE mudou de tática após perceber que nos três últimos dias de manifestação a caminhada que realizaram repetidas vezes pela Frei Serafim não surtia mais efeito gradativo e que houve um enfraquecimento do movimento e um racha que mantinha o grupo desarticulado. Os manifestantes resolveram então mudar de estratégia.
Hoje (17), o movimento demonstrou nas ruas essa mudança. A manifestação começou na Praça do Fripisa e seguiu para a Praça da Bandeira, onde vários manifestantes pediram aos motoristas para abrir as portas traseiras dos ônibus e deixar que várias pessoas entrassem sem pagar a passagem. Com medo de represálias, os motoristas permitiram a entrada. Além disso, o movimento conseguiu, com o ato realizado hoje, congestionar por diversas horas várias outras vias cruciais para o desenrolar satisfatório do trânsito de Teresina.
Da Praça da Bandeira, os manifestantes seguiram para a Praça Saraiva passando pela Avenida Maranhão, onde também realizaram o que denominaram “catracaço” ou “roletaço”, ou seja, a transposição da catraca sem pagamento da passagem ou simplesmente a permissão da entrada dos passageiros gratuitamente pela porta traseira. Após passarem em frente ao prédio da SETUT e gritarem palavras de ordem, os manifestantes seguiram pela rua Paissandu até chegarem à Praça Saraiva para tentar deixar que mais pessoas entrassem nos ônibus sem pagar, porém, muitas linhas de ônibus foram suspensas e os estudantes encontraram poucos ônibus na parada.
Após a Praça Saraiva seguiram para a Avenida José dos Santos e Silva onde gritavam anunciando a gratuidade da viagem, momento em que pessoas exaustas de esperar por um ônibus aderiram ao “catracaço”. Cerca de 6 ônibus chegaram a passar, porém, após estes nenhum mais passou por aquela avenida. Os manifestantes seguiram pela rua 24 de janeiro, chegaram à Frei Serafim e terminaram mais um dia de protesto na Praça da Fripisa. Durante esse percurso nenhum ônibus apareceu, resultado da estratégia realizada pelos empresários do transporte coletivo de Teresina.
Estratégia dos empresários
A manifestação teve inicio por volta das 16 hs e até então não tinha como saber quais seriam as ações dos manifestantes, porém, algumas empresas decidiram por colocar funcionários à paisana nas ruas para ficarem a par da situação.
Não se sabe quais empresas adotaram tal estratégia, pois os funcionários abordados não quiseram falar de qual empresa faziam parte, apenas confirmaram serem funcionários de empresas de transporte, e que vinham à frente para avisar os ônibus com antecedência. Cada um deles mantinha o celular a todo tempo em uso. Um deles, que se identificou como Edimar, confirmou ser funcionário de uma empresa, cujo nome não quis revelar, e admitiu que estava no cruzamento das ruas Arlindo Nogueira com Areolino de Abreu para orientar os ônibus e prestar informações pelo celular.
A estratégia deu certo. Os funcionários mantinham constante contato pelo celular informando uns aos outros a situação em cada local e também sobre a ação dos manifestantes em abrir as portas e ajudar passageiros a entrarem de graça. E enquanto os manifestantes encontravam-se na Avenida Maranhão, os ônibus foram tirados aos poucos de suas linhas habituais até não aparecer mais nenhum no percurso feito pelos manifestantes. Na Praça da Bandeira cerca de 10 ônibus permitiram a gratuidade imposta pelos manifestantes. Na José Santos e Silva cerca de 6 ônibus permitiram a entrada das pessoas nos veículos. Já na Praça Saraiva apenas um ônibus estava no local e abriu as portas a pedido dos manifestantes. No restante do percurso – rua 24 de janeiro, Frei Serafim e Praça do Fripisa – não apareceu mais nenhum ônibus.
Reunião com o prefeito e mais um dia de protesto
O prefeito Elmano Férrer entrou em contato com alguns estudantes e confirmou reunião com integrantes do movimento amanhã (quarta-feira, 18) no Palácio da Cidade às 08hs da manhã. Mesmo assim, o movimento #ContraoaumentoTHE terminou mais um dia de protesto afirmando que nesta quarta-feira (18) dará continuidade às manifestações.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Vias da Praça do Fripisa congestionadas por conta da manifestação
Vias da Praça do Fripisa congestionadas por conta da manifestaçãoImagem: Mírian Gomes/GP1
Praça do Fripisa congestionada por conta da manifestação
Praça do Fripisa congestionada por conta da manifestaçãoImagem: Mírian Gomes/GP1
Rua Arlindo Nogueira congestionada por conta da manifestação
Rua Arlindo Nogueira congestionada por conta da manifestaçãoEstratégia dos manifestantes
O movimento #ContraoaumentoTHE mudou de tática após perceber que nos três últimos dias de manifestação a caminhada que realizaram repetidas vezes pela Frei Serafim não surtia mais efeito gradativo e que houve um enfraquecimento do movimento e um racha que mantinha o grupo desarticulado. Os manifestantes resolveram então mudar de estratégia.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Ruas em torno da Praça da Bandeira ficam bloqueadas
Ruas em torno da Praça da Bandeira ficam bloqueadasImagem: Mírian Gomes/GP1
Avenida Maranhão também passa por engarrafamento
Avenida Maranhão também passa por engarrafamentoImagem: Mírian Gomes/GP1
Avenida Maranhão
Avenida MaranhãoHoje (17), o movimento demonstrou nas ruas essa mudança. A manifestação começou na Praça do Fripisa e seguiu para a Praça da Bandeira, onde vários manifestantes pediram aos motoristas para abrir as portas traseiras dos ônibus e deixar que várias pessoas entrassem sem pagar a passagem. Com medo de represálias, os motoristas permitiram a entrada. Além disso, o movimento conseguiu, com o ato realizado hoje, congestionar por diversas horas várias outras vias cruciais para o desenrolar satisfatório do trânsito de Teresina.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestante grita para passageiros na Avenida José dos Santos e Silva que entrada será de graça em ônibus
Manifestante grita para passageiros na Avenida José dos Santos e Silva que entrada será de graça em ônibusImagem: Mírian Gomes/GP1
Passageiros entram pela porta de trás de graça
Passageiros entram pela porta de trás de graçaImagem: Mírian Gomes/GP1
Pessoas entram no onibus sem pagar
Pessoas entram no onibus sem pagarImagem: Mírian Gomes/GP1
Pessoas entram no ônibus
Pessoas entram no ônibusImagem: Mírian Gomes/GP1
Motorista abre a porta de trás para entrada de passageiros
Motorista abre a porta de trás para entrada de passageirosDa Praça da Bandeira, os manifestantes seguiram para a Praça Saraiva passando pela Avenida Maranhão, onde também realizaram o que denominaram “catracaço” ou “roletaço”, ou seja, a transposição da catraca sem pagamento da passagem ou simplesmente a permissão da entrada dos passageiros gratuitamente pela porta traseira. Após passarem em frente ao prédio da SETUT e gritarem palavras de ordem, os manifestantes seguiram pela rua Paissandu até chegarem à Praça Saraiva para tentar deixar que mais pessoas entrassem nos ônibus sem pagar, porém, muitas linhas de ônibus foram suspensas e os estudantes encontraram poucos ônibus na parada.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestação segue
Manifestação segueImagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestantes seguem pela rua Paissandu
Manifestantes seguem pela rua PaissanduImagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestação passou em frente ao SETUT gritando palavras de ordem
Manifestação passou em frente ao SETUT gritando palavras de ordemImagem: Mírian Gomes/GP1
Polícia Militar guia os carros para seguirem em direção contrária à manifestação
Polícia Militar guia os carros para seguirem em direção contrária à manifestaçãoImagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestantes na avenida Maranhão
Manifestantes na avenida MaranhãoApós a Praça Saraiva seguiram para a Avenida José dos Santos e Silva onde gritavam anunciando a gratuidade da viagem, momento em que pessoas exaustas de esperar por um ônibus aderiram ao “catracaço”. Cerca de 6 ônibus chegaram a passar, porém, após estes nenhum mais passou por aquela avenida. Os manifestantes seguiram pela rua 24 de janeiro, chegaram à Frei Serafim e terminaram mais um dia de protesto na Praça da Fripisa. Durante esse percurso nenhum ônibus apareceu, resultado da estratégia realizada pelos empresários do transporte coletivo de Teresina.
Estratégia dos empresários
A manifestação teve inicio por volta das 16 hs e até então não tinha como saber quais seriam as ações dos manifestantes, porém, algumas empresas decidiram por colocar funcionários à paisana nas ruas para ficarem a par da situação.
Não se sabe quais empresas adotaram tal estratégia, pois os funcionários abordados não quiseram falar de qual empresa faziam parte, apenas confirmaram serem funcionários de empresas de transporte, e que vinham à frente para avisar os ônibus com antecedência. Cada um deles mantinha o celular a todo tempo em uso. Um deles, que se identificou como Edimar, confirmou ser funcionário de uma empresa, cujo nome não quis revelar, e admitiu que estava no cruzamento das ruas Arlindo Nogueira com Areolino de Abreu para orientar os ônibus e prestar informações pelo celular.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Funcionário de uma das empresas remaneja os ônibus e informa pelo celular
Funcionário de uma das empresas remaneja os ônibus e informa pelo celularImagem: Mírian Gomes/GP1
Funcionário de uma das empresas de ônibus remaneja e informa ao celular
Funcionário de uma das empresas de ônibus remaneja e informa ao celularImagem: Mírian Gomes/GP1
Edimar afirma ser funcionário de uma das empresas de ônibus, sem, no entanto , identificar qual.
Edimar afirma ser funcionário de uma das empresas de ônibus, sem, no entanto , identificar qual.A estratégia deu certo. Os funcionários mantinham constante contato pelo celular informando uns aos outros a situação em cada local e também sobre a ação dos manifestantes em abrir as portas e ajudar passageiros a entrarem de graça. E enquanto os manifestantes encontravam-se na Avenida Maranhão, os ônibus foram tirados aos poucos de suas linhas habituais até não aparecer mais nenhum no percurso feito pelos manifestantes. Na Praça da Bandeira cerca de 10 ônibus permitiram a gratuidade imposta pelos manifestantes. Na José Santos e Silva cerca de 6 ônibus permitiram a entrada das pessoas nos veículos. Já na Praça Saraiva apenas um ônibus estava no local e abriu as portas a pedido dos manifestantes. No restante do percurso – rua 24 de janeiro, Frei Serafim e Praça do Fripisa – não apareceu mais nenhum ônibus.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Mais um funcionário remaneja os ônibus, desta vez da Areolino para a Praça João Luis.
Mais um funcionário remaneja os ônibus, desta vez da Areolino para a Praça João Luis.Imagem: Mírian Gomes/GP1
Ele troca informações com outros funcionários pelo celular.
Ele troca informações com outros funcionários pelo celular.Reunião com o prefeito e mais um dia de protesto
O prefeito Elmano Férrer entrou em contato com alguns estudantes e confirmou reunião com integrantes do movimento amanhã (quarta-feira, 18) no Palácio da Cidade às 08hs da manhã. Mesmo assim, o movimento #ContraoaumentoTHE terminou mais um dia de protesto afirmando que nesta quarta-feira (18) dará continuidade às manifestações.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Sindicato dos Trabalhadores dos Correios cede o carro de som
Sindicato dos Trabalhadores dos Correios cede o carro de somImagem: Mírian Gomes/GP1
Comerciantes da rua Paissandu correm para fechar as portas ao ver manifestantes
Comerciantes da rua Paissandu correm para fechar as portas ao ver manifestantesImagem: Mírian Gomes/GP1
Pessoas aguardam os ônibus na parada da Praça Saraiva e tiram foto do movimento
Pessoas aguardam os ônibus na parada da Praça Saraiva e tiram foto do movimentoImagem: Mírian Gomes/GP1
Cartaz de um manifestante
Cartaz de um manifestanteImagem: Mírian Gomes/GP1
Manifestantes escrevem frases relativas aos protestos durante toda a caminhada
Manifestantes escrevem frases relativas aos protestos durante toda a caminhadaImagem: Mírian Gomes/GP1
Diversas pessoas saíram de suas casas manifestando apoio ao movimento
Diversas pessoas saíram de suas casas manifestando apoio ao movimentoImagem: Mírian Gomes/GP1
Alguns motoristas que aguardavam apoiavam o movimento, já outros se chateavam com a demora do trânsito
Alguns motoristas que aguardavam apoiavam o movimento, já outros se chateavam com a demora do trânsitoImagem: Mírian Gomes/GP1
Na Praça do Fripisa, manifestação chega ao fim de mais um dia de protestos
Na Praça do Fripisa, manifestação chega ao fim de mais um dia de protestos
Ver todos os comentários | 0 |