A desapropriação das famílias do Residencial Sigrefedo Pacheco, no Vale do Gavião, zona Leste de Teresina, está acontecendo de forma pacífica na manhã desta terça. A ação de despejo, que teve início às 6h da manhã, é acompanhada pela Polícia Federal, por policiais da Rone e policiais militares.
O delegado da Polícia Federal, Alex Chagas, disse ao portal GP1, que a desocupação está ocorrendo dentro da normalidade e sem nenhuma resistência. Porém afirmou, que se alguém resistir, será obrigado a cumprir o mandado judicial.
“Até agora está tudo dentro da normalidade. as famílias que ocuparam as casas, estão sendo retiradas e aquelas que têm imobiliários, indicam o local pra onde vai ser destinados e pra onde elas irão. A prefeitura até agora não se manifestou sobre a possibilidade de levar essas famílias para alguma lugar, mas a Caixa Econômica Federal fornece todo um suporte para levar essas famílias para este local”, disse o delegado.
A Polícia Federal explicou que entrou no caso porque as casas são construídas pela Caixa Econômica Federal e que a instituição é obrigada a entregar as residências aos sorteados.
O Oficial de Justiça Everanes Alves, responsável pela desocupação das casas, explicou que o mandado judicial diz que as casas foram ocupadas irregularmente e que os imóveis pertencem à Caixa Econômica Federal. Portanto as essas pessoas que invadiram os imóveis deixasse esses bens livre de pessoas e que a Caixa Econômica fosse emitida imediatamente na posse dele. São 22 casas para serem desocupadas.
A dona de casa Marcia Daniel, que é uma das moradoras que ocuparam as casas a seis meses, e que hoje está tendo que sair do local, emocionada fez um apelo e disse não ter pra onde ir.
“Nunca, nunca pensei. Apelo que eles me de uma casa porque tem muita gente que tem casa, tem tudo e aparece uma oportunidade dessa e não aproveita. Eles têm uma casa e a gente que precisa não tem. Eu só peço uma casa, qualquer lugar agradeço muito. Não tenho pra onde ir, não sei o que fazer, vão ter que dar um jeito, me colocar em algum lugar. Não tenho pra onde ir, não tenho família”, disse a morada emocionada com o filho nos braços.
Rosangela Gomes, uma moradora regular do Residencial Sigrefedo Pacheco estava revoltada com o despejo e criticou a atuação da Caixa Econômica Federal e fez um protesto.
“Meu protesto é contra tirar as pessoas que já estão dentro das casas, que não tem pra onde ir, que estão ocupando e zelando a casa. Porque se essas casas ficarem desocupadas e sem ninguém vai ficar pior ainda. Hoje vieram tirar ela, amanhã e depois vão tirar outros. E enquanto a Caixa não resolver quem vai ganhar e quem vai deixar de ganhar vai ficar desse jeito, sempre tendo pessoas invadindo, porque as casas estão desocupadas. Quem realmente ganhou, se ele realmente quisesse ele já teria vindo. Eu quando ganhei, no outro dia já estava aqui de mudança. Aqui eu conheço muito gente que ganhou, mas não vem porque diz que é longe. Eu acho que precisava ter um pente fino na hora do cadastro. Vê mesmo se realmente essa pessoa quer. Toda essa confusão que foi feita aqui, deveria ser feito na hora do cadastro, pra saber se a pessoa realmente precisa. Ia ter menos transtorno, facilitar a vida da Caixa, não ta assim”, desabafou a moradora.
O delegado da Polícia Federal, Alex Chagas, disse ao portal GP1, que a desocupação está ocorrendo dentro da normalidade e sem nenhuma resistência. Porém afirmou, que se alguém resistir, será obrigado a cumprir o mandado judicial.
“Até agora está tudo dentro da normalidade. as famílias que ocuparam as casas, estão sendo retiradas e aquelas que têm imobiliários, indicam o local pra onde vai ser destinados e pra onde elas irão. A prefeitura até agora não se manifestou sobre a possibilidade de levar essas famílias para alguma lugar, mas a Caixa Econômica Federal fornece todo um suporte para levar essas famílias para este local”, disse o delegado.
Imagem: Manuela Coelho/GP1
Móveis sendo retirados da casa
Móveis sendo retirados da casaA Polícia Federal explicou que entrou no caso porque as casas são construídas pela Caixa Econômica Federal e que a instituição é obrigada a entregar as residências aos sorteados.
O Oficial de Justiça Everanes Alves, responsável pela desocupação das casas, explicou que o mandado judicial diz que as casas foram ocupadas irregularmente e que os imóveis pertencem à Caixa Econômica Federal. Portanto as essas pessoas que invadiram os imóveis deixasse esses bens livre de pessoas e que a Caixa Econômica fosse emitida imediatamente na posse dele. São 22 casas para serem desocupadas.
A dona de casa Marcia Daniel, que é uma das moradoras que ocuparam as casas a seis meses, e que hoje está tendo que sair do local, emocionada fez um apelo e disse não ter pra onde ir.
“Nunca, nunca pensei. Apelo que eles me de uma casa porque tem muita gente que tem casa, tem tudo e aparece uma oportunidade dessa e não aproveita. Eles têm uma casa e a gente que precisa não tem. Eu só peço uma casa, qualquer lugar agradeço muito. Não tenho pra onde ir, não sei o que fazer, vão ter que dar um jeito, me colocar em algum lugar. Não tenho pra onde ir, não tenho família”, disse a morada emocionada com o filho nos braços.
Imagem: Manuela Coelho/GP1
Marcia Daniel com o filho no colo e sem ter para onde ir.
Marcia Daniel com o filho no colo e sem ter para onde ir.Imagem: Manuela Coelho/GP1
Móveis sendo retirados da casa de moradora
Móveis sendo retirados da casa de moradoraRosangela Gomes, uma moradora regular do Residencial Sigrefedo Pacheco estava revoltada com o despejo e criticou a atuação da Caixa Econômica Federal e fez um protesto.
Imagem: Manuela Coelho/GP1
Moradora de uma das casas revoltada com a situação
Moradora de uma das casas revoltada com a situação“Meu protesto é contra tirar as pessoas que já estão dentro das casas, que não tem pra onde ir, que estão ocupando e zelando a casa. Porque se essas casas ficarem desocupadas e sem ninguém vai ficar pior ainda. Hoje vieram tirar ela, amanhã e depois vão tirar outros. E enquanto a Caixa não resolver quem vai ganhar e quem vai deixar de ganhar vai ficar desse jeito, sempre tendo pessoas invadindo, porque as casas estão desocupadas. Quem realmente ganhou, se ele realmente quisesse ele já teria vindo. Eu quando ganhei, no outro dia já estava aqui de mudança. Aqui eu conheço muito gente que ganhou, mas não vem porque diz que é longe. Eu acho que precisava ter um pente fino na hora do cadastro. Vê mesmo se realmente essa pessoa quer. Toda essa confusão que foi feita aqui, deveria ser feito na hora do cadastro, pra saber se a pessoa realmente precisa. Ia ter menos transtorno, facilitar a vida da Caixa, não ta assim”, desabafou a moradora.
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