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Aberta exposição Negritude sob o olhar do artista piauiense Haroldo Vieira

Na abertura da exposição nesta segunda-feira (19), às 18 horas e será ministrada a palestra da professora Dra. Zozila Fróz.

O Sesc realiza de 19 a 24 de novembro, na Galeria do Clube dos Diários, a exposição “Negritude sob o olhar de Haroldo Vieira”. 31 obras do artista piauiense estarão disponíveis ao público, com orientações de monitores nos turnos manhã, tarde e noite. A entrada é gratuita.

Imagem: DivulgaçãoObra do artista piauiense Haroldo Vieira(Imagem:Divulgação)Obra do artista piauiense Haroldo Vieira

Na abertura da exposição nesta segunda-feira (19), às 18 horas e será ministrada a palestra da professora Dra. Zozila Fróz.

Segundo o coordenador de Cultura do Sesc Centro, Raimundo Nonato Silva, os quadros da exposição foram pintados nas décadas de 80 e 90 e serão comercializados durante a exposição.

Imagem: DivulgaçãoObra do artista piauiense Haroldo Vieira(Imagem:Divulgação)Obra do artista piauiense Haroldo Vieira

A obra de Haroldo Vieira retrata a negritude – tema pelo qual o artista piauiense sempre recorreu, destacando os contrastes, corpos expressivos e sensuais, ostentando altivez e dignidade. Descendente de negros, o artista piauiense pintava negros por acreditar nas cores de sua raça.

Imagem: DivulgaçãoObra do artista piauiense Haroldo Vieira(Imagem:Divulgação)Obra do artista piauiense Haroldo Vieira

Os quadros de Haroldo Vieira já foram prestigiados em várias exposições pelo Brasil, sendo comparados a de pintores como Di Cavalcanti – considerado um expoente das artes plásticas brasileira, idealizador e um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922. Em Brasília, Haroldo Vieira conquistou, por quadro vezes consecutivas, prêmio no Salão de Artes da capital federal, tendo telas assinadas por ele no acervo da Fundação Cultural de Brasília.

Sobre Haroldo Vieira

Haroldo Vieira nasceu em Teresina, na região da Matinha, em 27 de março de 1949. Residiu e trabalhou em Brasília grande parte de sua vida, na fundação Hospitalar do Distrito Federal, dedicando-se como pintor de letreiro de automóveis. Após sua aposentadoria, Haroldo retornou a sua terra natal, onde passou o resto da sua vida, falecendo em 15 de novembro de 2003.

Não se declarava artista plástico, pois dizia que não tinha os conhecimentos, estudos e atitudes que configurariam um Artista. Ele se nomeava pintor, como um verdadeiro autodidata, mergulhou em suas telas construindo uma identidade forte de quem sabe o que pretende mostrar em seu trabalho. À noite, quando as crianças adormeciam, Haroldo se dedicava às suas telas, misturando as cores e cuidadosamente fixando nas telas de algodão a sua essência. Pintava negros, por acreditar nas cores de sua raça, pois era descendente de negros, encantando as telas com tons fortes e marcantes, retratando cenas do cotidiano da sociedade negra.

Recebeu quatro premiações e foi classificado, ainda em Brasília, como melhor artista plástico. Algumas de suas telas premiadas estão da Fundação Cultural de Brasília, e grande parte de seu acervo se encontra em Teresina, em sua casa, aos cuidados de sua esposa Alzenira.

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